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02/09/2013 - RCM Pharma Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Angola alerta para falsos medicamentos


A comercialização de medicamentos contrafeitos tem tomado contornos alarmantes em Angola. O alerta vem da Direcção Nacional de Inspecção às Actividades Económicas (Polícia Económica), que avançou ao semanário SOL que, de Janeiro até ao final da primeira quinzena de Agosto, procedeu à detenção de 538 cidadãos – dos quais 12 estrangeiros – que exerciam a actividade de contrafacção de medicamentos no mercado informal.

Países como China, Índia e República Democrática do Congo são apontados pela Polícia Económica como os principais fornecedores de fármacos contrafeitos em Angola – sendo os postos fronteiriços das províncias do Zaire e Cabinda, assim como o Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro e os portos comerciais, os principais pontos de entrada.

Caso congolês

No caso particular do território congolês, embora também seja um país fabricante, tem servido sobretudo de porta de acesso de medicamentos contrafeitos provenientes do continente asiático. Pela vulnerabilidade da fronteira nacional, grande parte dos medicamentos falsos entra de forma camuflada com outras mercadorias.

Esses medicamentos, segundo a Polícia Económica, em muitos casos não contêm qualquer substância activa. E aqueles que possuem são em quantidades insuficientes ou diferentes do declarado no rótulo, com impurezas tóxicas resultantes do fabrico clandestino.

Hélder António, inspector-chefe e porta-voz da Direcção Nacional de Inspecção às Actividades Económicas, confessa ao SOL que o cenário actual é “preocupante”. Porém observa que o que concorre para a venda de medicamentos contrafeitos no mercado angolano é a proliferação de clínicas, centros médicos e farmácias que funcionam no sector paralelo, onde trabalham falsos médicos que ludibriam a população.

“Os indivíduos que exercem essas actividades actuam com certificados falsos, declarando que se formaram no exterior do país. Abastecem-se no mercado informal, estimulando os pacientes a comprar fármacos deste sector”, explica.

De acordo com a Polícia Económica, a contrafacção de medicamentos em Angola tem maior incidência nos fármacos utilizados para tratamento de disfunções sexuais, emagrecimento, tuberculose, malária e antibióticos vários.

Impróprios para consumo

No âmbito das acções de prevenção e combate aos crimes de saúde pública, a Polícia Económica remeteu ao laboratório do Infarmed amostras de fármacos recolhidos para efeitos de exames laboratoriais. Os resultados ditaram que todos os produtos analisados são impróprios para o consumo humano. “Estes resultados não são satisfatórios para o nosso país”, diz o porta-voz da Polícia Económica.

Por essa razão, o combate à contrafacção de medicamentos por parte da instituição tem aumentado, garante: “Temos intensificado o nosso raio de acção operacional. Todos os dias apreendemos falsos farmacêuticos”. Há 182 farmácias licenciadas no país – a maioria é em Luanda.

Um médico ouvido pelo SOL, que pediu para não ser identificado, defende que para controlar a entrada de fármacos contrafeitos em Angola é necessário que as autoridades actuem com maior rigor. E considera ser altura de o país ter um laboratório que verifique a qualidade dos medicamentos. “A construção deste laboratório é urgente”, apela, alertando que grande parte destes medicamentos acaba por piorar o estado de saúde do paciente – porque a dose é muito baixa ou porque o princípio activo foi trocado.

Hélder António conclui que o que leva tantas pessoas a optarem pela compra destes produtos são os preços praticados: aliciantes, comparativamente aos praticados pelos operadores legalizados.

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