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21/11/2007 - Sol Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Toxicodependente pagava heroína com a venda de livros raros furtados em bibliotecas


Um dependente de heroína alimentou o vício durante dois anos vendendo edições raras ou únicas de 150 livros, avaliadas num total de 40 mil euros, que furtou em 11 bibliotecas do Porto, refere a acusação deste caso, já em julgamento.

De acordo com o Ministério Público (MP), a biblioteca mais lesada foi a da Fundação Guerra Junqueiro, que ficou sem 73 livros raros, mas a obra mais valiosa foi subtraída à Biblioteca da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Trata-se de uma edição encadernada em pele, com ferros dourados na lombada, da obra de Fernando Pessoa Mensagem, avaliada em 2.500 euros.

Livro também com grande valor pecuniário, que o MP diz ter sido igualmente furtado pelo arguido, foi o Tratado de Cavallaria, de Francisco Pinto Teixeira.

Esta obra, editada em 1670 e avaliada em mil euros, foi furtada da Biblioteca Pública Municipal do Porto.

Lesados foram também os fundos documentais das escolas Rodrigues de Freitas e António Nobre, do Semanário Maior do Porto, Ateneu Comercial do Porto, faculdades de Ciências e Farmácia, Município da Maia e Centro Hospitalar Conde Ferreira.

Ao todo foram subtraídas 149 obras de grande valor científico, histórico ou literário, no valor global de 39.344 euros, em 11 furtos qualificados.

O homem, que tinha passado por uma experiência efémera no jornalismo, valia-se dos conhecimentos então adquiridos para se fazer passar por repórter - ora de televisão, ora de um jornal - para conseguir acesso fácil às obras raras que queria furtar.

Neste julgamento, o arguido responde ainda por um crime de falsificação de documento e outro de burla, relacionados com o roubo de um cheque na Feira dos Passarinhos que posteriormente foi usado para pagar três obras compradas num alfarrabista por 130 euros.

O arguido começou a ser julgado este mês nas Varas Criminais do Porto, num julgamento já com audiências marcadas até 18 de Dezembro.

Fonte judicial disse que o acórdão deste caso só deverá ser conhecido em Janeiro.

Nas audiências já realizadas, o arguido manteve-se em silêncio, disse a fonte.

Em sede de inquérito, o arguido tinha associado os furtos à sua necessidade de gerar receita para alimentar a sua dependência de heroína.

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