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28/08/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Fazendeiro preso já respondeu por aliciar trabalhadores e estelionato

Segundo MTE, suspeito já foi notificado por desrespeitar leis trabalhistas. Ele está detido no Presídio de Varginha suspeito de sequestrar lavrador.

O fazendeiro Paulo Alves Lima, de 59 anos, suspeito de manter funcionários em regime de trabalho escravo e de ter sequestrado um lavrador, já respondeu por aliciamento de trabalhadores e estelionato. Segundo o Ministério do Trabalho, Lima recebeu várias notificações por desobediência às leis trabalhistas. O fazendeiro permanece preso no Presídio de Varginha (MG).

“Ele já foi autuado por contratar funcionários sem registro em carteira e também pelas condições precárias dos alojamentos”, informa o gerente regional do Ministério do Trabalho de Varginha, Mário Ângelo Vitório.

Em um dos processos, Lima é acusado de trazer 37 trabalhadores e 17 crianças e adolescentes da cidade de Moreira Sales (PR) para trabalhar na fazenda em Campanha (MG). Ele foi condenado a uma multa de R$ 25 mil.

O coordenador do Sindicato dos Empregados Rurais de Varginha e Região, Paulo Sebastião, fala das denúncias feitas sobre o fazendeiro. “A informação que a gente tem é que ele contrata até andarilhos na beira da estrada. Ele mantém essas pessoas trabalhando em troca de comida e alimentando os vícios delas. Ele ainda ameaça com agressividade quando essas pessoas pedem para sair e assim elas continuam trabalhando quase sem receber”, conta.

O fazendeiro é suspeito de ter sequestrado o lavrador Élio Costa Araújo, de 41 anos, que fez a denúncia de trabalho escravo. A polícia teve acesso às imagens em que o lavrador aparece entrando sozinho no ônibus para Lavras (MG) e investiga o rumo que ele teria tomado. Élio continua desaparecido.

Outro trabalhador, que foi resgatado da fazenda em Campanha, está sob a proteção da Polícia Federal e é mantido em uma instituição cujo nome não foi divulgado. Ele passa por tratamentos psicológicos e é considerado uma importante testemunha nas investigações dos crimes que teriam sido cometidos pelo fazendeiro.

O caso

O fazendeiro foi preso na sexta-feira (23) em Campanha (MG) suspeito de manter funcionários em regime de trabalho escravo em uma propriedade rural do município e de ter ordenado o sequestro de um deles após uma denúncia feita à Policia Militar. Segundo a PM, Lima foi detido após cumprimento de um mandado de busca e apreensão e o resgate de dois trabalhadores.

De acordo com a PM, o funcionário Élio Costa de Araújo, de 41 anos, disse ter trabalhado durante cinco meses em regime de escravidão e relatou que o fazendeiro retinha documentos pessoais dele e de outros trabalhadores.

Trabalhadores eram vigiados por homem armado

Antes do desaparecimento, o funcionário disse à polícia e ao Ministério do Trabalho que ele e outros dois trabalhadores conseguiram fugir da fazenda na madrugada da última segunda-feira (19) e que pretendia voltar para a cidade natal, de Nova Serranax (MG), mas não teria conseguido por falta de dinheiro e documentos pessoais.

O lavrador contou que eles trabalhavam na colheita de café e corte de cana e que não havia descanso. Segundo ele, os trabalhadores eram forçados a trabalhar das 6h às 19h, inclusive aos domingos, feriados e dias chuvosos e que quando questionavam o pagamento de salário, eram agredidos.

Araújo disse aos policiais que eles eram mantidos sob vigilância constante de um homem armado que não permitia que saíssem na fazenda. Ele também contou que os colegas eram mantidos em um alojamento em péssimas condições e comida escassa.

Testemunha viu quando fazendeiro sequestrou o lavrador

O lavrador foi levado do hotel por um homem identificado como o ex-patrão. Segundo uma das funcionárias do estabelecimento, que em entrevista à EPTV Sul de Minas não quis ser identificada, o homem pagou a conta do hotel e levou o trabalhador. “O homem que esteve com ele no hotel foi o Paulo Alves Lima. O trabalhador mesmo me disse, baixinho, antes de sair e pediu para que eu ligasse para a polícia, mas eu não chamei, tive medo”, contou a mulher.

Imagens das câmeras de segurança da Guarda Municipal de Varginha mostram quando dois carros da Polícia Militar chegaram ao Ministério do Trabalho no último dia 20, quando o homem denunciou o esquema na fazenda de Campanha (MG). No dia seguinte, as câmeras da rodoviária de Varginha registraram o lavrador caminhando ao lado de dois guardas municipais.

De acordo com funcionários da Secretaria Municipal de Habitação e Desenvolvimento Social, ele estava sendo levado, pela segunda vez, ao Ministério do Trabalho. Depois, ele foi hospedado no hotel no Centro de Varginha pelo próprio órgão e um dia depois, desapareceu.

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