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19/08/2013 - Dinheiro Vivo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Investimentos em vinhas francesas sob suspeita de lavagem de dinheiro

Os avisos surgem num momento em que as exportações de vinho e conhaque estão a crescer para os mercados chinês e russo.

As autoridades francesas, que fiscalizam questões relacionadas com lavagem de dinheiro, emitiram um aviso em relação às recentes aquisições de vinhas por parte de investidores russos e chineses, segundo o Financial Times.

A compra de terrenos vinícolas franceses por várias holdings com sedes em paraísos fiscais provocou o alerta da Tracfin, a entidade do ministério das Finanças francês que combate o branqueamento de capitais, para a necessidade destas operações de compra exigirem "forte vigilância". No relatório oficial pode ler-se que, "dada a complexidade das estruturas legais usadas para comprar terrenos vinícolas, o beneficiário final e as origens dos fundos podem ser difíceis de determinar”.

A Tracfin recebeu alertas relacionados com investidores russos, chineses e ucranianos. As autoridades francesas descreveram, em particular, as compras suspeitas de vinhas por parte de uma empresa sediada em Chipre, cujo proprietário é um cidadão russo.

Estes avisos chegam num momento em que as exportações de vinho e conhaque franceses estão a crescer para os mercados chinês e russo, impulsionando a procura por terrenos vinícolas em França, por parte de novos investidores.

Em concreto, os investidores chineses têm a região de Bordéus como a principal para investir, onde já adquiriram cerca de 40 espaços vinícolas, incluindo o castelo Grand Cru Classé Bellefont-Belcier, em Saint-Emilion. Por outro lado, os investidores russos parecem preferir a região de Cognac, mais a norte, onde compraram sete terrenos vinícolas, nos últimos oito anos.

Os investidores internacionais estão também em competição pela conhecida casa de conhaque Hine, de 250 anos, terreno com 120 hectares que se encontra para venda.

Ainda que em termos percentuais as compras sejam reduzidas, em relação ao número total de espaços, os investidores russos e chineses parecem estar interessados apenas nos maiores terrenos.

Karin Maxwell, da Maxwell-Storrie-Baynes, agente imobiliário local, citado pelo Financial Times, afirmou que após explicar como funciona o mercado e as leis francesas a investidores russos, nunca mais tem notícias deles.

Por outro lado, Jacky Chat, produtor de conhaque da área de Fins Bois, disse que enfrentou oposição local no último ano, quando vendeu 110 hectares à distribuidora de vodka de São Petesburgo, do grupo Ladoga – um negócio sobrevisionado pela Tracfin, segundo o produtor.

Por exemplo, a Crédit Agricole, credor de longo tempo de Jacky Chat, pediu que este pagasse todas as suas dívidas, dizendo que não queria ter que lidar com a empresa russa, de acordo com o produtor francês.

A Ladoga, que pagou três vezes mais que algumas ofertas locais, manteve os cinco empregados e modernizou o terreno, afirmou Jacky Chat, como cita o Financial Times. “Fui criticado por vender a estrangeiros, mas tive sorte ao encontrá-los. São boas pessoas. Riram-se quando lhes dissemos que tinhamos algumas dúvidas em relação a eles”.

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