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10/08/2013 - R7 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Jogadoras do Jacareí acusam técnico de fraude e buscam novo patrocinador para Superliga

Por: André Avelar

Parceria com Sedex não se confirma e, sem receber, atletas desistem da Copa São Paulo.

O Jacareí se preparava para fazer sua estreia na Superliga de vôlei, mas um patrocinador que pelo menos até agora não apareceu atrapalha os planos de 13 jogadoras para a temporada 2013/14. As atletas da recém-criada equipe acusam o treinador Robson Guerreiro de prometer patrocínio do Sedex, que às vésperas do torneio ainda não chegou.

Segundo as jogadoras, o próprio Robinho, como é conhecido, tratou de convidar as atletas para o novo time da cidade do Vale do Paraíba, no interior de São Paulo. Antigo preparador físico do Sollys/Osasco e, mais recentemente assistente técnico do São Bernardo Vôlei, teria usado o nome da empresa dos Correios como principal parceira.

Mas com dois meses de salários atrasados e sucessivas desculpas de que o dinheiro ora estaria dependendo da liberação de verbas públicas, ora estaria atrasado devido as manifestações por todo o Brasil, Robinho contava com a colaboração das atletas. As meninas seguiam treinando normalmente e decidiram falar só depois que a comissão técnica teria dito em entrevista que havia desistido da Copa São Paulo devido a má forma física das atletas.

Então na preparação para a Copa São Paulo – torneio que inaugura a temporada do vôlei feminino e também serve de teste para o Campeonato Paulista e a Superliga – as atletas usavam as próprias roupas para treinar. Para diminuir a desconfiança, de um dia para o outro apareceram uniformes, mas ainda sem a marca do potencial patrocinador ou mesmo de uma empresa de material esportivo.

Principal estrela da equipe, a levantadora Fernandinha, campeã olímpica com a seleção brasileira em Londres 2012, claro, não se imaginava em uma situação com essa pouco mais um ano depois dos Jogos Olímpicos e lamenta ter acreditado em um projeto que não foi cumprido. A atleta, que jogou a última Superliga pelo Amil/Campinas, contou que não aceitou propostas de outros clubes por querer trabalhar com meninas que já conhecia em um ambiente agradável.

— Queremos jogar juntas, mas infelizmente fomos enganadas. São 13 atletas que não querem se separar e vão até o fim para jogar esta Superliga, agora com outro patrocinador... Um salvador que queira comprar esse projeto e nos ajudar. Demos todos os prazos que nos pediram. Nós agora nem sabemos qual é a veracidade do Sedex nessa história.

Corrida contra o tempo

As equipes para a Superliga foram anunciadas no mês passado já com o nome de Jacareí/Sedex como uma das novidades ao lado de Agel/Monte Cristo e Moda/ Maringá (masculino) e Brasília/Vôlei e Maranhão Vôlei/CTGM como as novidades.

As agora correm contra o tempo para encontrarem um patrocinador capaz de viabilizar o projeto, mas, segundo elas, com outro treinador. De acordo com a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), os times têm até quarta-feira (14), data do lançamento da competição, para confirmar suas inscrições.

Sem nem conseguir citar o nome do técnico, a ponta Thaís Barbosa lembra que as jogadoras mudaram suas vidas para jogar em Jacareí. Além da mudança de cidade por si só, elas tiveram de pagar aluguel e gastar com deslocamento e alimentação para um time que agora corre o risco de nem entrar oficialmente em quadra.

Caso não consigam um patrocínio para jogar a Superliga, as atletas provavelmente vão perder o ano porque os concorrentes já montaram suas equipes e o mercado internacional não vive seus melhores momentos.

— Como uma pessoa pode inscrito um time com o nome do Sedex! Isso se mostrou uma grande fraude de uma pessoa que conseguiu engar a gente, a CBV, a Prefeitura de Jacareí. Um cara contratou um time de alto nível, com campeã olímpica e isso tudo é uma farsa. O nosso sonho é que alguém possa nos salvar.

A reportagem do R7 ligou durante toda noite de sexta-feira (9) para Robinho, mas o técnico não atendeu ao telefone, tampouco retornou as mensagens. Procurada, a assessoria de imprensa dos Correios não retornou o e-mail até o fechamento da matéria.

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