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20/11/2007 - Gazeta de Limeira Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionatários de consciências

Por: Antonio Claudio Bontorim


O princípio do golpe leva em consideração que sempre vai haver alguém disposto a cair nele. O interesse que o dinheiro fácil desperta nas pessoas é muito maior, que a percepção de estar entrando num “conto do vigário”. Pois se há o esperto, soma maior número o otário.
E ninguém está livre dessa praga urbana, que se acentua com a chegada do fim de ano, quando as carteiras e as contas bancárias costumam ganhar um recheio extra, com o 13º salário do trabalhador. Mesmo que boa parte dele deva ser dirigida a saldar dívidas, conforme propõem e recomendam os especialistas.
Esta Gazeta tem mostrado - e os números assustam - a astúcia dos golpistas, que se atualizam constantemente, enquanto as vítimas acabam se tornando personagens de chacotas e, encabuladas, não conseguem nem chegar até a polícia para registrar queixa. A vergonha é muito maior que o prejuízo, por que expõe de forma cruel um misto de inocência, culpa e ganância.
O “conto do vigário”, o estelionato e a ladroagem ganharam a tecnologia como ferramenta e hoje chegam diretamente às nossas residências via internet.
Entre os tantos golpes, aplicados diariamente junto a incautos “cidadãos de bem”, e que foram tema da manchete deste jornal na edição de domingo, um deles, que não se vê na mídia com tanta freqüência, mas se sente diariamente através de seus resultados sociais desastrosos, não nos leva nenhum dinheiro ou bem diretamente, apenas a nossa consciência. Resusltado de uma escolha errada, vítimas que fomos do marketing enganoso e subliminar.
Trata-se do estelionato político. Ou eleitoral, como preferem alguns. Um golpe que costuma acontecer de tempos em tempos(e daí não vê-lo na mídia frequentemente). É aquele em que se vende uma imagem e uma proposta, que jamais serão compatíveis com o personagem apresentado. Tanto na imagem como na proposta.
A primeira se desfaz rapidamente, para ser reconstituída quatro anos depois. E a segunda, torna-se parte do golpe, porque o produto prometido jamais será entregue. Esse golpe não poupa ninguém, porque crédulos e esperançosos invariavelmente estaremos propensos aos mesmos erros - com raras exceções - sempre que se nos apresentar novamente. Mais uma vez, em 2008, teremos em nossas mãos o destino desses “estelinatários de consciência”. Qual será nossa atitude desta vez?

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