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02/08/2013 - D24am Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Grupo movimentou R$ 35 milhões no AM com aplicação de golpe em bancos

Por: Rosana Villar

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Rafael Machado, a quadrilha foi identificada graças a uma denúncia, recebida em maio deste ano.

A operação Hidra, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira, desarticulou uma quadrilha especializada em falsificação de documentos com a finalidade de obter crédito irregularmente. De acordo com informações da Receita Federal, que atuou em parceria com a PF nas investigações, desde 2009 o grupo movimentou R$ 35 milhões com a aplicação do golpe em diversas instituições bancárias de Manaus.

Segundo o delegado responsável pelas investigações, Rafael Machado, a quadrilha foi identificada graças a uma denúncia, recebida em maio deste ano, de um gerente da agência da Caixa Econômica Federal do Amazonas Shopping, que estranhou quando uma dupla de homens solicitou, pela segunda vez, um empréstimo de grande valor. “Suspeitaram, pois eles estavam pedindo R$ 300 mil, mas haviam sacado R$ 200 mil recentemente. Quando recebemos a denúncia, levantamos as informações e os dois suspeitos foram presos em flagrante quando assinavam o contrato”, disse.

No mesmo dia, a PF cumpriu seis mandados de busca e apreensão e começaram a investigar o esquema. O delegado observa que, em apenas quatro golpes aplicados em duas agências da Caixa, os estelionatários causaram um prejuízo de R$ 1 milhão.
O delegado da Receita Federal no Amazonas, Leonardo Frota, conta que já investigava o grupo desde 2009, depois que foram identificadas emissões fraudulentas de números de Cadastro Geral de Pessoa Física (CPF) e de Pessoa Jurídica (CNPJ). “Durante nosso monitoramento padrão, em que os números são cruzados com outros registros oficiais, identificamos 1.800 documentos suspeitos, que eram automaticamente cancelados até que houve esta coincidência no início deste ano”, afirma.
Segundo Frota, a fraude era difícil de ser combatida e mapeada, pois, na mesma medida em que os CPFs eram canceladas, dezenas de novos documentos eram criados. Por isso, a operação foi batizada de Hidra, nome de um monstro da mitologia grega que, quando tinha a cabeça cortada, duas novas nasciam no lugar.
Nesta sexta-feira, foram expedidos 12 mandados de prisão e 31 de busca e apreensão, onde foram coletados documentos e computadores. “Sabíamos da existência de 40 empresas fantasmas comandadas por este grupo. Mas em apenas uma das apreensões recolhemos farta documentação que comprova a falsificação de pelo menos 150 empresas”. Três suspeitos ainda estão foragidos.
Foram apurados crimes de estelionato, falsificação de documentos públicos e privados, falsidade ideológica e crimes contra a ordem tributária. Estima-se que o prejuízo aos cofres públicos pelo não recolhimentos dos tributos devidos pode chegar a R$ 5 milhões.
Esquema
Com a falsificação de documentos como CPF, títulos de eleitor e balanços de contabilidade, os estelionatários reativavam cadastros de empresas inativas e pediam empréstimos em diversas instituições bancárias.
Segundo Leonardo Frota, estas quadrilhas são altamente especializadas e contam com o apoio de contadores e outros profissionais para produzir falsificações de alta qualidade.

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