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05/08/2013 - Dinheiro Vivo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Click farms: a nova fraude online para dar mais "gostos" às marcas

Reportagem britânica visitou uma empresa no Bangladesh onde 25 mil trabalhadores clicam incessantemente em redes sociais e sites.

Falta de segurança e higiene, turnos intermináveis e um salário extremamente baixo: poderia ser apenas mais uma fábrica têxtil no Bangladesh mas na verdade esta é a descrição de uma 'click farm', uma fervilhante nova indústria no país asiático onde milhares de trabalhadores clicam em anúncios, perfis e páginas de sites e redes sociais para aumentar a visibilidade de um produto, marca ou empresa.

Uma reportagem do Channel 4, estação televisiva britânica, que irá para o ar esta noite, levanta o pano sobre estas empresas que distorcem os verdadeiros gostos dos consumidores na internet, em sites como o Facebook, LinkedIn, Google+, YouTube ou o Twitter, explica o jornal The Guardian.

A maioria das marcas presentes nas redes sociais avalia o sucesso das suas páginas através da interação com os internautas mas esta indústria parece demonstrar que nem tudo o que parece é no mundo virtual, algumas empresa têm contratado as 'click farms' para obterem uma maior aprovação online. "31% dos consumidores revêm ratings e críticas, incluindo "gostos", visualizações ou seguidores, antes de decidirem comprar algo", explica Jenny Sussin, analista da consultora Gartner.

Na reportagem, o jornalista do Channel 4 visita uma 'click farm' localizada em Dhaka, capital do Bangladesh, onde por cerca de 11 euros a empresa propõe-lhe mil "gostos" numa página do Facebook em apenas três ou quatro horas. Um dos trabalhadores, por exemplo, tem mil identidades diferentes da rede social de Mark Zuckerberg, o que lhe permite adicionar inúmeros "gostos" nas páginas que pretender.

Apesar de no seu site a Shareyt.com anunciar-se como uma empresa de networking, onde os utilizadores colocam a sua página ou perfil nas redes sociais mais conhecidas para outros utilizadores aprovarem, na reportagem o dono da companhia, Sharaf al-Nomani, admite que 30% ou 40% dos cliques têm origem no Bangladesh, o que pode implicar que a empresa tem pelos menos 25 mil trabalhadores a trabalhar horas a fio a clicar e a distorcer a perceção que os consumidores têm de um produto ou de uma marca.

Num momento em que o Facebook volta a valorizar, depois da sua retumbante queda após a entrada em bolsa, a revelação desta indústria poderá vir a prejudicar a empresa na sua tentativa de convencer os anunciantes a escolherem a rede social e não o Google.

"Potencialmente, existem várias leis que estão a ser quebradas, como a proteção ao consumidor e regulação sobre comércio injusto. Efetivamente estão a enganar os consumidores", explica na reportagem Sam DeSilva, um advogado britânico especialista em tecnologias.

Em comunicado, o Facebook veio criticar o método e garantiu que este é ilegal segundo as regras da rede social. "É contra as nossas regras e existe uma boa possibilidade destes "gostos" serem apagados pelos nossos sistemas automáticos".

A fraude online é um dos grandes problemas atualmente na internet. Em fevereiro, as tecnológicas Microsoft e Symantec desligaram uma rede de 1,8 milhões de computadores que estavam a ser usados para darem 3 milhões de cliques diários. Esta rede ganhava anualmente 1 milhão de dólares desde a sua criação em 2009.

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