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19/11/2007 - O Globo Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mulher que perdeu marido em acidente da TAM afirma sofrer extorsão


SÃO PAULO - A tragédia com o airbus da TAM está sendo usada como pretexto para chantagens e extorsões. A mulher de uma das 199 vítimas fugiu do Brasil e em entrevista ao 'Fantástico' denuncia: golpistas estão exigindo dinheiro dela, já de olho em uma possível indenização milionária

Quatro meses depois do maior acidente aéreo do Brasil, a mulher de um alto executivo que estava no vôo 3054, da TAM, faz uma mulher faz uma revelação assustadora: bandidos querem tirar proveito desse drama. Por isso, ela resolveu ir embora do país.

- A gente ainda não teve um tempo de sentar e chorar e vivenciar. Foi uma seqüência de fatos horríveis - diz ela.

Em Paris, a viúva contou que as ameaças começaram em agosto, um mês depois da morte dele, quando foi abordada no trânsito. Bandidos quebraram o vidro do carro dela.

- Mas eu fugi, consegui fugir. E aí começou assim: ligações bem pesadas. Mas até então a gente não tinha certeza se eles sabiam bem ao certo quem nós éramos - conta ela.

A viúva relata que em outra ocasião, em uma avenida da Zona Sul de São Paulo, chegou a ser perseguida por dois motoqueiros. Diz que só teve a certeza de que os bandidos sabiam a sua identidade quando recebeu um e-mail. Na mensagem, uma pessoa faz ameaças às duas filhas dela. Diz que a viúva ganhou na Mega-Sena da TAM e que ela já teria recebido metade dos R$ 16 milhões da indenização. O bandido exige dinheiro.

- Nem se começou ainda a negociação para acertar uma indenização. Eles citaram números milionários que não é verdade, não é real - afirma a viúva.

Segundo ela, a pressão só aumentou. Outro momento dramático aconteceu em outra avenida da capital paulista. Ela disse que estava sozinha, parada no trânsito. Dois homens se aproximaram, fizeram ameaças, entraram no carro e exigiram dinheiro para não seqüestrar as filhas da vítima. Logo depois, segundo ela, os bandidos fugiram a pé.

Uma das adolescentes, que perdeu o ano na escola por causa das ameaças, faz um desabafo.

- Eu me sinto sem chão, como se eu tivesse perdendo o meu tempo de vida, que pode ser curto ou não - define uma delas.

O dinheiro para que as jovens não fossem seqüestradas deveria ser entregue num shopping.

- Eles realmente estavam querendo as meninas, que eles iam pegar as crianças. Nesse momento eu já estava desesperada - confessa ela.

No mesmo dia da ameaça, segunda-feira passada, a mulher procurou a polícia. Registrou queixa de extorsão e combinou com os investigadores uma maneira de prender a quadrilha em flagrante.

- Procurei o pessoal do Deic, que foi extremamente atencioso. Eles foram no mesmo dia na minha casa, levaram rádio - conta ela.

No Deic, a viúva consultou o álbum com fotos de dezenas de criminosos. Não reconheceu ninguém. Em seguida, fez um retrato falado de um dos golpistas. Os policiais deram todas as garantias de que nada aconteceria a ela: a vítima poderia entregar o dinheiro que os bandidos seriam presos em seguida. No último momento, com medo, a viúva desistiu de tudo.

- Eu não tinha estrutura psicológica pra isso, para ficar de isca. Você não sabe o que vai acontecer. É uma incógnita e eu me recusei a fazer isso - afirma.

Na terça feira, com orientação do advogado da família, ela foi às pressas para a Europa com as filhas, sem se despedir de amigos e parentes. Por causa da morte precoce do pai as adolescentes estavam tendo acompanhamento psicológico. Agora, não sabem como será o futuro.

- A gente não sabe onde vai estar amanhã, o que a gente vai fazer - desespera-se uma das filhas.

A polícia paulista diz não ter notícia de outras extorsões e ameaças envolvendo o dinheiro de possíveis indenizações da TAM e, como as vítimas desse caso deixaram o país, as investigações ficam mais difíceis. Para a família que começava a se recuperar do trauma de Congonhas, uma certeza: ninguém quer ir pra casa tão cedo.

- Vontade para voltar para o Brasil com essa falta de segurança, a gente não tem nenhuma. Vamos fazer o que lá? Esperar pra que aconteça alguma coisa? - questiona a viúva.

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