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25/07/2013 - R7 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Sacerdote acusado de corrupção e fraude envia carta ao papa Francisco alegando inocência

Nunzio Scarano apela para que Francisco lhe dê uma oportunidade de apresentar documentos que comprovariam sua inocência.

O sacerdote italiano Nunzio Scarano, preso no último dia 28 de junho em uma investigação sobre o Instituto para as Obras de Religião (IOR), conhecido também como Banco do Vaticano, enviou uma carta ao papa Francisco dizendo que "nunca" roubou ou participou de operações de lavagem de dinheiro.

"Santo Papa Francisco, eu nunca lavei dinheiro sujo, nunca roubei. Apenas tentei ajudar quem pedia ajuda", afirmou Scarano, em uma carta enviada da prisão Regina Coeli, em Roma.

O documento foi emitido em 20 de julho e possui três páginas. Nele, Scarano conta que chegou a pedir ajuda ao cardeal polonês Stanislaw Dziwisz, ex-secretário-pessoal do papa João Paulo 2º, e uma audiência com o cardeal italiano Angelo Sodano.

Ele garante "ter vivido sempre com dignidade o ministério sacerdotal, procurando ajudar todos que me pediam ajuda, visto que a providência foi tão generosa comigo".

Scarano afirmou ainda que era "o único padre" e que, portanto, tinha pouca "coisa a fazer" na Administração do Patrimônio da Santa Sé (A.P.S.A.), organismo em que trabalhava e do qual foi suspenso após ser investigado.

O sacerdote disse ainda que possui documentos que comprovam sua inocência e que indicam "abusos" cometidos por superiores no IOR.

"A documentação que possuo é prova da minha honestidade e das batalhas contra os abusos dos meus superiores laicos, cobertos por alguns cardeais", escreveu.

"Espero só poder entregar secretamente o meu pacote de documentos, que reforça seu grande e corajoso ato para reordenar, finalmente, a triste realidade administrativa, econômica e financeira da Santa Sé e todos os abusos anexos e conexos", pediu Scarano ao Papa.

Nunzio Scarano foi preso em 28 de junho com mais duas pessoas pela justiça italiana após uma operação envolvendo 20 milhões de euros. Eles foram acusados de corrupção e fraude.

As prisões ocorreram depois de a justiça obter indícios de um acordo entre Scarano e um agente do serviço secreto para trazer da Suíça 20 milhões de euros a bordo de um avião privado.

O dinheiro pertencia a uma família amiga do prelado e o agente teria pedido 400 mil euros para concluir a operação.

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