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18/11/2007 - Jornal Pequeno Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Propaganda enganosa

Por: Zé Cuxa


Um dos mais memoráveis filmes publicitários brasileiros, criado pela agência paulista W/Brasil, de Washington Olivetto, em 1987, para o jornal Folha de S. Paulo, faz parte dos 100 melhores comerciais de todos os tempos. Um pequeno ponto preto aparecia na tela da TV; em alguns segundos, centenas de outros pontos formavam um retrato em branco e preto. Era Hitler, o ditador nazista alemão. A voz falava de suas proezas: “Este homem pegou uma nação destruída, recuperou sua economia e devolveu o orgulho a seu povo...”. O comercial, de forte conteúdo político, terminava assim: “É possível contar um monte de mentiras dizendo só a verdade. Por isso é preciso tomar muito cuidado com a informação no jornal que você recebe. Folha de S.Paulo, o jornal que mais se compra e o que nunca se vende”.

Hitler sucumbiu, as Alemanhas se uniram e hoje formam um dos países mais ricos da Europa no pós-guerra. O leitor sabe muito bem dessa história.

Neste início de século 21, a propaganda continua a desempenhar o seu importante papel de informar, seduzir e conquistar o seu público alvo, sempre direcionada ao que interessa: o produto ou serviço anunciado, seja ele de credibilidade ou não. Essa é a questão que nos remete à atual guerra midiática pelas ações do governo Jackson.

Surpreendentemente, o atual governo do estado, atacado diuturnamente pelo Sistema Mirante, passou a despejar o dinheiro do contribuinte para engordar a adiposa conta bancária dos Sarney. Tudo bem, trata-se de uma relação comercial. Em contrapartida, os veículos de Sarney também abriram o jornalismo para o atual governador pronunciar três ou quatro palavrinhas ao seu eleitorado pelas telas da afiliada da Rede Globo. Satisfeito? Eu diria que não! Embora o senador pelo Amapá, Sarney, em sua coluna dominical do seu jornal, faça tanta propaganda do “Milagre Maranhense” durante os quarenta anos em que ele dava as cartas no estado – observe nas entrelinhas o lado sublimar do engodo –, não esqueçamos de que ele era um simples funcionário público.

Hoje, Sarney e família são bilionários e, ele nega sempre que tenha usado o povo maranhense como entulho do alicerce que o conduziu ao pico da pirâmide dos magnatas.

Uma das campanhas publicitárias mais infames já produzidas no estado, para o Sistema Mirante, tinha o seguinte slogan: “Maranhão – viver aqui é bom demais!”. Isso é verdade? Pois bem, abra as páginas do domingo do “jornalão” da família, na coluna social e aí sim; champangne, vinhos finos, iguarias do primeiro mundo, boa música, gente elegante e bonita. Qualquer mortal privilegiado que passar pelo crivo e for selecionado para entrar naqueles salões também concordará com o slogan acima.

O governo Jackson tem todo o direito de anunciar os seus projetos e obras. O que não pode é subestimar a capacidade da imprensa livre de investigar e delatar possíveis fraudes e mentiras embutidas no conteúdo das suas mensagens. Os blogues e os demais segmentos da comunicação estão disseminados, atentos e dispostos a não esconder as inverdades da propaganda.

Infelizmente, os maranhenses foram tapeados em milhões de reais, gastos com a propaganda enganosa do governo Roseana Sarney e também para a sua frustrada candidatura à presidência da República.

Perdemos quase uma década e uma fábula em recursos públicos para divulgar obras que não saíram do papel, e o que saiu não vingou, como uma planta sem adubo ou irrigação. Salangô, Telensino, Usimar, Banco do Estado, Cemar, são alguns exemplos de escândalos camuflados pelo poderio e a capacidade do jornalismo e da falsa propaganda para varrer falcatruas (quando lhes convêm) para debaixo do tapete.

Ao mostrar o outro lado da moeda, ou seja, um Maranhão miserável, onde se bebe água com lama, as crianças comem rato assado, as meninas engravidam com 12 anos de idade e as famílias moram em casas de taipas caindo aos pedaços, o Jornal Pequeno, no caderno Realidade Maranhense, nos choca e provoca revolta.

Parece até que a estratégia de Hitler também deu certo nesta terra, “sinônima” do Haiti.

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