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20/07/2013 - Expresso MT Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Aluno dos EUA é condenado à prisão por fraude em eleição na faculdade

Matthew Weaver usou a senha de 630 colegas para votar em si mesmo. Se fosse eleito presidente da classe, ele ganharia uma ajuda de R$ 16 mil.

Um estudante de negócios da Universidade do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos, foi condenado a um ano de prisão nesta semana por fraude nas eleições para presidente de classe na instituição. De acordo com a agência de notícias Associated Press, o jovem Matthew Weaver, de 22 anos, aceitou um acordo em março e se declarou culpado do crime federal. Na última segunda-feira (15), ele foi condenado, e seu pedido para cumprir a pena em liberdade foi negado.

De acordo com o site do jornal The San Diego Union-Tribune (UT San Diego), durante a audiência, o jovem pediu desculpas, disse que seu comportamento foi "infantil, tolo e arrogante" e que aprendeu "uma lição muito dura".

O episódio aconteceu em 2012. Segundo o site "The Daily Beast", os promotores do caso disseram que Weaver era um dos dois candidatos ao cargo de presidente do corpo estudantil, e decidiu roubar os votos para vencer e receber o pagamento de US$ 8 mil (cerca de R$ 16 mil) referente ao cargo.

Além disso, ele teria controle sobre um orçamento anual de US$ 300 mil (cerca de R$ 600 mil). Para cometer a fraude, caracterizada pela justiça americana como roubo de identidade, o estudante admitiu à justiça que usou um programa chamado keylogger, que descobre e retém senhas de sites.

Roubo de senhas

O UT San Diego afirmou que, de acordo com a denúncia, Weaver teria comprado três keyloggers e instalado os equipamentos nos computadores compartilhados pelos estudantes. Assim, ele conseguiu roubar o acesso (nome de usuário e senha) de mais de 700 colegas do campus da universidade em San Marcos.

O jovem disse que roubou 745 senhas e usou mais de 630 dessas senhas para votar em si mesmo e em amigos que também estavam concorrendo a cargos de vice-presidente.

Ainda segundo a denúncia, no último dia de votação, em 15 de março de 2012, funcionários do campus notaram padrões estranhos de votação. Um computador portátil ligado a um único endereço de IP lançava uma grande quantidade de votos, todos para Weaver -um total de 634, segundo os documentos judiciais, afirmou o "The Daily Beast".

Os funcionários então chamaram a segurança da universidade ao local referente ao IP. Os guardas encontraram o jovem dentro de um prédio do campus sentado com seu laptop. Ele afirmou aos guardas que estava trabalhando em um projeto escolar, mas foi preso na hora.

Tentativa de acobertar o crime

O estudante passou alguns na cadeia, mas foi liberado, apesar de ter ficado sob investigação. Nesse período, porém, Weaver tentou acobertar seu crime. Segundo o UT San Diego, ele e um amigo criaram páginas falsas do Facebook, mas utilizando nomes de estudantes matriculados na instituição. Juntos, os dois simularam conversas virtuais tentando aparentar que estes estudantes estivessem conspirando contra Weaver. Esses posts chegaram a ser enviados a meios de comunicação.

Segundo o juiz Larry Burns, que negou o pedido de cumprimento da pena em liberdade, a fraude eleitoral foi uma ofensa "mais ou menos juvenil", mas a tentativa de acobertar o crime e culpar outras pessoas piorou a situação do jovem. "Esse é o equívoco fenomenal que não consigo superar", disse o magistrado durante a audiência, segundo o UT San Diego.

O jornal relatou que, ainda durante as investigações, autoridades encontraram, no computador de Weaver, históricos de buscas do Google com os termos "como fraudar uma eleição" e "tempos de pena de prisão para keylogger". Além disso, acharam uma apresentação de PowerPoint na qual o estudante convidada quatro de seus colegas de fraternidade a concorrerem na eleição como vice-presidentes, lembrando que o cargo deles incluía um pagamento em dinheiro no valor de US$ 7 mil (cerca de R$ 14 mil).

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