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14/04/2009 - Folha de São Paulo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresa usa sertaneja na Bahia como laranja em golpe imobiliário

Por: André Caramante


A sertaneja Dilma Dias de Oliveira, 59, mora em Bate Pé, arraial com 200 moradores perto de Vitória da Conquista (BA). Para se sustentar, Dilma depende da ajuda de parentes. Na sua casa, nem banheiro há.

Apesar disso, Dilma apareceu recentemente em uma investigação da Polícia Civil de São Paulo como diretora-executiva da Urban Institute Limited, empresa com sede na Inglaterra, e investigada por vender irregularmente terrenos que somam R$ 27,27 milhões numa área de manancial no extremo sul da Grande SP.

Para a polícia, Dilma foi transformada em diretora-executiva da empresa pelo seu ex-patrão, o empreendedor imobiliário Armando Vasone Filho, 65. É ele, segundo a polícia, o principal investigado pela venda de terrenos no Residencial Paulista, condomínio na entrada de Itapecerica da Serra, às margens da Régis Bittencourt.

Vasone, diz a polícia, usou Dilma para evitar ser responsabilizado judicialmente. Ele negou todas as acusações.

À polícia Dilma afirmou que foi levada a inúmeros cartórios quando ainda estava em São Paulo para assinar documentos, sem saber para que finalidade. Dilma disse que assinava os papéis porque tinha a promessa de ganhar um terreno de Vasone, o que não ocorreu.

Segundo o delegado Pedro Forli, da Delegacia do Meio Ambiente da Seccional de Taboão da Serra, Dilma foi empregada doméstica de Vasone durante 15 anos. Ela deixou a cidade no ano passado.

Para negociar um terreno em área de manancial, é preciso cumprir várias exigências legais de ocupação e parcelamento do solo. Segundo Forli, os lotes comercializados por Vasone desobedecem à legislação.

Ontem o corretor de imóveis Renato Ribeiro Alves, 34, foi preso acusado de negociar lotes no condomínio.

O residencial tem 606 lotes. Cada um mede 250 m2 e está à venda por R$ 45 mil. Duas fontes de água que ajudam a formar a represa de Guarapiranga estão no condomínio e, diz o delegado, estão sob ameaça.

Hoje, 66 famílias vivem no conjunto, mas todas elas têm dificuldade para ter acesso aos serviços mais simples _como a instalação de uma linha telefônica. Como as ruas do Residencial Paulista não foram regularizadas pelo poder público, nenhuma tem CEP.

"A gente não consegue instalar um telefone, uma TV por assinatura ou receber uma carta porque o endereço das nossas casas é considerado inexistente. Ninguém consegue tirar a escritura do imóvel porque a área não está regulamentada", diz o gerente de supermercado Alexandre Martins, 32.

Outro lado

O empreendedor Armando Vasone Filho negou ter usado Dilma Dias de Oliveira como "laranja". "Esse tipo de coisa com essa empresa Urban Institute é invenção. Quando ela esteve junto ao negócio no [condomínio] Residencial Paulista, nenhum lote foi vendido por mim lá. Hoje, todo o loteamento está dentro da lei."

Questionado sobre como Dilma virou diretora-executiva da empresa e se ela teria capacidade intelectual para administrá-la, ele se calou.

O advogado Valdeci Codignoto, representante do Urban Institute no Brasil, afirmou que passou a cuidar das questões jurídicas da empresa após receber pelo correio uma procuração e que nunca viu Dilma. Ele nega irregularidades na venda dos lotes.

O corretor Renato Ribeiro Alves afirmou não saber de irregularidades na comercialização dos terrenos.

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