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11/07/2013 - rondoniaovivo.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

APOCALIPSE - Deputados e vereadores pagavam campanha com dinheiro de golpes em cartões de crédito – Entenda esquema

Por: João Paulo Prudêncio


Apontados pela Polícia Civil como parte de um complexo esquema criminoso que permeava entre os poderes público e privado do estado de Rondônia, os deputados Hermínio Coelho (PSD), Cláudio Carvalho (PT), Ana do Oito (PT do B), Jean Oliveira (PMDB) e Adriano Boiadeiro (PRB), todos afastados temporariamente de seus cargos, ao que tudo indica utilizaram dinheiro proveniente de práticas de estelionato contra entidades bancárias durante o custeio de suas respectivas campanhas eleitorais.

Também foram apontados nos autos como financiados pela ORCRIM os vereadores Marcelo Reis (PV), Eduardo Rodrigues (PV), Jair Montes (PTC), Cabo Anjos (PDT) e Pastor Delson (PRB). Destes três estão presos, porém retornam à Câmara de Vereadores assim que deixarem o presídio Pandinha em Porto Velho.

Segundo as informações apontadas no inquérito apresentado pelos Delegados de polícia do GCCO (Grupo de Combate ao Crime Organizado) Thiago Araújo Laiola, Marcos Vinícius Alves e Silva Filho, e Francisco Borges Neto, grande parte dos gastos da quadrilha feito nas campanhas políticas vinha dos cartões com limites fraudados pelos integrantes da suposta ORCRIM.

O esquema

Com um patrimônio que ultrapassava os trinta milhões de reais, os membros da suposta ORCRIM “compravam” o CPF de terceiros, abriam inumeras contas em diversas instituições bancárias e movimentavam grandes quantias em dinheiro na intenção de aumentarem o limite de crédito.

Para não levantar suspeitas, os membros da ORCRIM pagavam as faturas dos cartões de crédito com cheques de origem espúria em outros estados da federação. Como demorava entre dois a três dias para compensar, os acusados tinham mais tempo para novamente utilizarem o limite do cartão concedido pelo banco.

Documentos enviados à Polícia Civil pelo banco Itaú S/A, mostram que alguns boletos foram pagos em Brasília, capital do Distrito Federal. Com isso a ORCRIM ganhava uma “janela” até o extorno do cheque onde realizavam mais gastos.

Entre os CPF’s utilizados pela suposta quadrilha, todos os deputados estaduais arrolados nas investigações possuiam em seus gabinetes servidores considerados “fantasmas” que participavam do esquema.

CPF’s esses que de acordo com o relatório eram nomeados pelos deputados como pagamento de parte de acertos realizados no período eleitoral entre os parlamentares e a ORCRIM.

Custos de campanhas para confecção de milhares de santinhos, bandeiras, entre centenas de materiais de campanha utilizados pelos politicos apontados na investigação foram pagos com os limites dos cartões utilizados para a prática de estelionato pela ORCRIM estruturada em Porto Velho.

Grande parte dos nomes envolvidos no esquema foram presos durante a deflagração da operação “Apocalipse”. Os deputados afastados poderão retornar às suas cadeiras assim que a casa voltar do recesso parlamentar.

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