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15/11/2007 - Jornal da Cidade de Bauru Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Estelionatário fica sócio de empresa

Por: Lígia Ligabue


O estelionatário que abriu uma conta bancária com RG falsificado e deu prejuízo de cerca de R$ 23 mil a uma loja de materiais de construção de Bauru, conseguiu até ficar sócio de uma empresa, em julho. O suspeito Adriano Vieira da Silva é de Agudos e está foragido. Segundo a polícia, ele também é procurado por tentativa de roubo.

O golpe foi descoberto pelo Setor de Investigações Gerais do 4.º Distrito Policial (DP). O suspeito utilizou um documento de identidade verdadeiro de um homem que cumpre pena em uma das unidades prisionais de Bauru. Segundo informações do 4.º DP, o estelionatário teria colado uma foto sua em cima da verdadeira.

Com a documentação, ele conseguiu ter aprovados os papéis para a abertura da empresa em sociedade com outra pessoa. Ele também abriu uma conta bancária e conseguiu um talão de cheques. Com o talonário, o suspeito teria feito compras em estabelecimentos comerciais da cidade. Em uma loja de materiais para construção, adquiriu R$ 22,9 mil em caixas contendo pisos de porcelanato. Ele fez o pagamento com uma folha de cheque. Os investigadores descobriram a ação através deste caso.
Dando continuidade nas investigações, os policiais intimaram o suspeito, que já estava atuando na empresa na qual é sócio. Depois de receber a intimação, ele teria fugido. No tempo em que ele se passou por outra pessoa, a polícia informa que o estelionatário emitiu cheques em outros estabelecimentos. A expectativa é que mais pessoas na cidade e região tenham sido vítimas do suspeito.

Procurado pela reportagem do Jornal da Cidade, o sócio lesado pelo suspeito de estelionato informou que aguarda momento oportuno para comentar o caso.

Facilidade

A facilidade do golpista em forjar documentos, abrir conta bancária e até conseguir se tornar sócio de uma empresa surpreende. Para não ser vítima de ações como esta, o delegado titular do 4º DP, Francisco Bromati Filho, aconselha as pessoas que suspeitam de algum documento ou da identidade de alguma pessoa, a entrar em contato com a polícia.

Cris Moreno, da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), destaca que a lei que desburocratizou a abertura de empresas acabou suprimindo uma etapa que poderia ter evitado o prejuízo do sócio vítima do estelionatário. Até a facilitação do processo, era necessário o reconhecimento da firma (a assinatura) da pessoa em cartório. Atualmente, para constituir uma empresa, o empreendedor precisa somente apresentar cópia do CPF e RG e preencher um formulário.

Para evitar golpistas, Moreno aconselha a pessoa a consultar não somente os órgãos de proteção ao crédito, como Serasa e ações de execução fiscal. É preciso também verificar possíveis ações nas áreas cível e criminal.

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