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07/07/2013 - Yahoo Notícias / Agência O Globo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Funcionários da Santa Casa são flagrados vendendo sepulturas piratas em cemitérios do Rio


RIO - Funcionários da Santa Casa da Misericórdia, que administra os 13 cemitérios públicos da cidade, estão vendendo sepulturas piratas, abertas e construídas sem autorização da prefeitura. E essa não foi a única irregularidade apresentada neste domingo pelo programa "Fantástico", da TV Globo.

Sonegação fiscal, falsificação de documentos, ocupação de outros túmulos supostamente abandonados e até mesmo a construção de novos jazigos em áreas inadequadas, como nos locais de circulação, estão entre os problemas no São João Batista, em Botafogo; na Cacuia, na Ilha do Governador; e no São Francisco Xavier, no Caju.

Ávidos por vender novos jazigos, os funcionários cobram mais caro pela localização. As áreas mais próximas à entrada ou às capelas são chamadas de "VIPs". Se há famosos enterrados por perto, como o aviador Santos Dumont, o preço também sobe e atinge exorbitantes R$ 310 mil.

Para não chamar a atenção, os novos jazigos são construídos de noite. Um exemplo ocorreu no São João Batista, na calçada, entre dois túmulos, impedindo a circulação. O "Fantástico" não pagou pelo túmulo, que custaria R$ 305 mil.

Há duas semanas, O GLOBO mostrou que o custo da última morada está pela hora da morte. O preço de um jazigo perpétuo pode chegar a R$ 450 mil no cemitério da Zona Sul.

Funcionárias que se identificaram como Mônica e Sheila revelaram formas de enganar a fiscalização, como vender túmulos de outras famílias:

- São sepulturas abandonadas. A gente não tem o cadastro de ninguém.

Já no Cemitério da Cacuia, o administrador, identificado como Djalma, ofereceu um túmulo por R$ 100 mil com uma nota irregular, cuja data de emissão era de 2010, e com o valor, R$ 30 mil, subfaturado. Assim, não seria preciso mencionar a transação na declaração do Imposto de Renda. No Caju, o roteiro foi o mesmo: fraudes e facilidades para vendas ilegais.

Provedor confirma fraudes

O provedor da Santa Casa, Dahas Zarur, disse ser roubado pelos próprios funcionários:

- Vendem. Roubam. Fazem. Isso eu afirmo e provo.

A Santa Casa, que tem 400 anos de existência, enfrenta séria crise. Um dos conselheiros da entidade, Antônio Carlos Leite Penteado, reconhece as dívidas, que não podem ser pagas em curto prazo.

Já a prefeitura do Rio, que precisa autorizar a venda e o uso dos espaços, se diz insatisfeita com os serviços.

- Uma sepultura feita num local inadequado pode causar um problema de drenagem, de contaminação de solo, de contaminação de lençol freático. Tem a questão do espaço, tem a questão da circulação - afirmou subsecretário municipal de Concessões e Projetos Estratégicos, Jorge Arraes. - Não estamos satisfeitos. Esse é o principal motivo pelo qual vamos fazer uma a licitação.

Não é de hoje que a prefeitura diz que vai modernizar a gestão nos cemitérios. Em agosto de 2011 foi anunciada uma licitação, após O GLOBO publicar uma reportagem sobre a venda ilegal de túmulos. Em 2007, o ex-prefeito Cesar Maia queria fazer o mesmo, mas o processo foi paralisado pela Justiça.

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