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07/07/2013 - Diário do Pará Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Segurança na rede por um fio


As facilidades oferecidas pela tecnologia têm permitido que cada vez mais operações como compras e pagamentos de contas possam ser feitas via Internet, sem necessidade de o cliente ir a lojas ou enfrentar filas para ser atendido por um caixa em agências bancárias. O lado perverso dessa nova realidade, contudo, é o aumento dos chamados crimes virtuais que envolvem, em geral, o roubo de senhas e a clonagem de cartões. Dados da Secretaria Adjunta de Inteligência e Análise Criminal, ligada à Secretaria de Segurança do Pará mostram que, na Região Metropolitana, os crimes envolvendo Internet dobraram. Entre janeiro e junho do ano passado, foram registrados 82 casos. No mesmo período deste ano, os registros já chegam a 179, número superior ao registrado durante todo o período de 2012, quando os registros de crimes via internet somaram 162 casos.

Esse aumento não surpreende os especialistas: ele seria resultado direto da ampliação do acesso das novas tecnologias para as operações financeiras, e a tendência nos próximos anos é de que os registros de crimes continuem aumentando. “Temos cada vez mais pessoas tendo acesso a cartões de crédito, contas bancárias e à Internet. E em geral são pessoas ainda sem experiência no uso desses meios e, portanto, mais vulneráreis”, diz o Estrategista em Segurança da Symatec para o Brasil, André Carraretto. A empresa é a responsável pelo desenvolvimento de programas para proteger computadores como os antivírus. O especialista defende que o uso seguro das redes e das novas tecnologias seja objeto de disciplina escolar e de mais campanhas na mídia como forma de prevenção.

Um levantamento divulgado pela Symatec em outubro do ano passado mostrou que em apenas 12 meses, mais de 28 milhões de pessoas foram vítimas de crimes cibernéticos no Brasil. A média de prejuízo per capita foi de R$ 562. O prejuízo total anual, segundo o estudo supera os R$ 16 bilhões. Outro estudo divulgado em abril deste ano revelou um aumento de 42% no número de ataques direcionados a empresas como forma de espionagem industrial. Nesse cenário, as pequenas e médias empresas seriam os alvos mais fáceis. Os criminosos buscam dados bancários dos clientes e das próprias empresas, além de informações confidenciais protegidas pela propriedade intelectual.

SENHAS ROUBADAS

Uma das modalidades mais comuns de crimes envolvendo pessoas físicas é a disseminação de códigos que são capazes de capturar senhas e outros dados do usuário. Esses códigos chegam aos computadores via e-mail, em geral com mensagens com aspecto de importante e urgente. Bancos e até a Receita Federal podem ter nomes usados como isca para os chamados ‘fishing’ (pescaria). “É como lançar uma grande rede. Eles enviam centenas de milhares de e-mails. Se um por cento das pessoas cai, eles já têm algum lucro. Se lançam 100 mil e-mails e dez pessoas são vítimas, já valeu para eles”, explica o especialista.

A delegada responsável pela Delegacia de Crimes Virtuais, Beatriz Silveira concorda. “Toda vez que a gente desbarata uma quadrilha consegue solucionar um grande número de casos. Recentemente, um único grupo fez cerca de 80 vítimas que registraram ocorrência por várias delegacias”.

Carrareto diz que, em geral a ponta mais fraca do sistema são os usuários, já que bancos e grandes magazines costumam investir alto em sistemas de segurança. Para o advogado Dennis Verbicaro, contudo, mesmo quando os dados são capturados no computador do cliente, bancos, administradoras de cartões e lojas online são corresponsáveis. Ele diz que no escritório, as vítimas mais frequentes são as de clonagem de cartão de crédito e roubos de senhas.

Foi o caso da aposentada Maria Helena Lima. Ela ficou viúva em agosto de 2008 e logo depois recebeu faturas com compras no cartão de crédito do marido. “Quando ele morreu, eu fui ao banco e cancelei a conta e os cartões, mas foram feitas compras de vários celulares no cartão dele no município de Vigia”, conta. A suspeita é de que o cartão tenha sido clonado durante alguma compra feita pela família quando o titular do cartão ainda estava vivo. “Foi um aborrecimento. Tivemos que entrar na Justiça”. A operadora acabou sendo obrigada a indenizar a aposentada por danos morais. O episódio serviu de lição. “Hoje a gente toma muito mais cuidado onde compra com cartão”.

Por e-mail, ao celular, na hora de passar o cartão...

Apesar de criminosos estarem cada vez mais ousados há cuidados que podem garantir a segurança em operações bancárias e uso de cartões de crédito. Os usuários precisam, porém, ficar atentos. “Uma medida é nunca agir por impulso. Os e-mails com códigos maliciosos costumam trazer propostas irrecusáveis ou ameaças muito duras para fazer a pessoa abrir logo para tentar resolver. Nesses casos, é melhor aguardar, não abrir anexos e se você for cliente do banco, consultar o gerente”, diz André Carrareto.

A ERA DA ATENÇÃO

As medidas de segurança devem incluir também o uso de programas com antivírus e o cuidado na hora e fazer compras usando o cartão. “Se você vai usar o cartão em uma loja desconhecida é bom fazer uma busca antes para ver se há reclamações. Há casos de pessoas que criam lojas virtuais apenas para dar golpes e depois desaparecem”.

A delegada Beatriz Silveira diz que o usuário das tecnologias tem papel importante na prevenção desse tipo de crime. “Quando mais atento o usuário estiver, mais dificuldades as quadrilhas vão encontrar”, diz.

Uma novidade apontada pelos especialistas é que as ameaças têm atingido também as unidades móveis de acesso à Internet, principalmente o celular. “Os cibercriminosos estão cada vez mais focados nesse modelo de acesso à Internet”, explica Carrareto.

SENHAS

Por isso, é essencial redobrar os cuidados e uma das chaves para a segurança está na definição das senhas que devem ser do tipo complexa, mistura de letras e números e de preferência que não formem palavras que existam no dicionário. O velho truque de usar datas de aniversário e números que constem em documentos oficiais como o CPF não é recomendado, já que hoje o CPF é solicitado em uma série de operações. Os especialistas recomendam também que a senha seja trocada com frequência e que o usuário evite usar a mesma sequência de números para ter acesso a várias contas bancárias.

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