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03/07/2013 - PT Jornal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Vendiam cartas de condução a 7500 euros a repetentes crónicos e pessoas com deficiência

Por: António Henriques

Rede de corrupção, desmantelada pela Polícia Judiciária (PJ), vendia cartas de condução, a preços que variavam entre os 2500 e os 7500 euros. O esquema funcionava no norte e envolvia escolas de condução e centros de exame. Os compradores destas cartas eram repetentes crónicos, pessoas com deficiência e emigrantes. Há 24 suspeitos detidos.

A Polícia Judiciária pôs termo a uma rede de corrupção, que consistia na venda de cartas de condução a pessoas com dificuldade em conseguir, de forma legítima, esse título. Entre essas pessoas estavam os repetentes crónicos, mas também pessoas com deficiência física e mental, bem como emigrantes e até analfabetos, segundo informa o Jornal de Notícias.

O esquema fraudulento envolvia escolas de condução e alguns centros de exame localizados na região norte. A operação da PJ levou à detenção de 24 suspeitos da prática do crime de corrupção. Entre esses suspeitos estão sete examinadores, que apresentam sinais de riqueza que não se coadunam com os rendimentos declarados.

Esta venda de cartas de condução poderia custar entre 2500 e 7500 euros. Estimam as autoridades que cerca de 200 pessoas retiravam benefícios desta rede de venda ilegal de cartas.

De acordo com aquele jornal, há 20 escolas de condução alegadamente envolvidas no esquema. Estão localizadas em Aveiro, Braga, Bragança, Guarda, Porto, Viana do Castelo e Vila Real. Já os centros de exame são de Bragança e Mirandela, de acordo com a investigação da Judiciária.

Algumas das pessoas que compraram cartas de condução no âmbito deste esquema de corrupção nem sequer sabiam ler ou escrever. Essa incapacidade levava a que chumbassem sempre no exame de condução. Há ainda pessoas com incapacidade mental, que não permitia cumprir os requisitos legais para obter o título de condução.

Os condutores beneficiários deste esquema iam a exame, mas havia ordens pré-definidas para que não fossem reprovados, uma vez que haviam pago verdadeiras fortunas para poder ter a carta de condução. Os avaliadores tinham a indicação sobre que alunos teriam de passar.

A investigação da Polícia Judiciária durou cerca de um ano. As autoridades descobriram bens de luxo, propriedade dos examinadores. Entre os quais moradias e propriedades, bem como carros de valores superiores a 100 mil euros.

Todos os pagamentos seriam feitos em numerário, o que permitia a fuga ao fisco e a perda do rasto do dinheiro.

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