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13/11/2007 - O Povo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Chefe da quadrilha de clonagem de cartão é assassinado

Por: Landry Pedrosa


O chefe da quadrilha de clonadores de cartões, que por vários anos atuou no Ceará e em outros estados do Nordeste, Luiz Mário Alves Bezerra, de 37 anos, foi assassinado a tiros de pistola, na noite do último domingo, por volta das 21h50min, no distrito Pasta, no município de Solonópole, no Sertão Central, distante 378 quilômetros de Fortaleza. Os disparos foram dados por dois homens, que fugiram no Fox de placa fria (HXX-1324), pertencente a outro veiculo - um Honda Fit, ano 2007 - inscrição de Juazeiro do Norte. Três pessoas que estavam com Luiz Mário foram baleadas e estão internadas no hospital de Solonópole. Segundo a Polícia, não correm risco de morrer.

Luiz Mário, conforme a Polícia, além de clonador de cartão, era também acusado da autoria de pelo menos três assassinatos em que foram vítimas integrantes da quadrilha da qual fazia parte. Todos foram executados, segundo apurou a Polícia e o Ministério Público, em uma provável queima de arquivo. Entre os mortos estão Ronaldo Bezerra e sua noiva Ranielle Cavalcante.

O clonador, conforme ainda a Polícia, tinha envolvimento com roubo de cargas e chegou a responder por crimes de estelionato e homicídios. Condenado pela Justiça cearense, ele esteve recolhido no Instituto Penal Paulo Sarasate (IPPS) e no Instituto Presídio Professor Olavo Oliveira (IPPOO). Ele estava em liberdade condicional.

Execução

O PM Francisco Antônio Nunes Silva, do destacamento de Solonópole, disse ao O POVO, através de telefone, que Luiz Mário bebia com amigos em frente a um bar, enquanto noutro local próximo estavam também bebendo dois homens, que haviam chegado em um Fox. "Ainda não se tem notícia se houve alguma discussão entre os dois grupos", contou o policial Francisco Antônio, acrescentando que os dois homens do Fox sacaram de suas armas e dispararam contra o grupo de Luiz Mário. "Mais de 15 tiros foram disparados", afirmou o PM. Ele disse ainda que Luiz Mário, mesmo ferido, correu para o interior do bar, onde os assassinos acabaram de matá-lo com tiros na cabeça. Os amigos dele foram socorridos para o hospital de Solonópole, enquanto os assassinos fugiam.

Pela maneira como Luiz Mário foi morto (perseguido pelos assassinos mesmo depois de baleado), a Polícia chegou à conclusão de que ele era o alvo da dupla de atiradores. Vingança ou queima de arquivo, conforme a Polícia, teria sido a causa do assassinato. Além de Luiz Mário, foram atingidos a bala três jovens. Um levou um tiro na mão esquerda, o outro na coxa esquerda e o terceiro no braço direito.

O corpo de Luiz Mário foi levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Quixeramobim. Segundo a Polícia, o clonador estava residindo no distrito Pasta e costumava andar em Solonópole. "Não consta que ele estivesse com mandado de prisão em aberto", disse o PM Francisco Antônio. O caso será apurado pela Delegacia Regional de Polícia de Senador Pompeu.

E-MAIS

Em fevereiro de 2002, uma operação conjunta entre o Ministério Público estadual e polícias Civil e Militar localizou uma empresa de fachada que se passava por transportadora no Bom Jardim. Luís Mário Bezerra foi preso no local, depois de ter sido investigado durante um ano. Três meses depois, teve a prisão preventiva revogada e solto. Um ano depois, ele foi preso no Pecém, em São Gonçalo do Amarante.

Detentor de um vasto patrimônio que inclui até uma transportadora em Fortaleza, Luís Mário era apontado como o principal suspeito de ser o mandante de várias execuções na Capital. Entre elas, a de Ronaldo Farias, em 2001, na Cidade dos Funcionários. A vítima teria sido eliminada por vingança e queima de arquivo.

No dia 1º de fevereiro de 2006, Luís Mário foi alvejado por seis tiros em uma emboscada no Passaré, quando bebia em um bar.

Em março, Luís Mário foi novamente preso ainda no IJF, onde estava internado, durante a Operação Dublê, da PF. A ação teve como objetivo combater a clonagem de cartões e resultou na prisão de 38 pessoas em quatro estados. O acusado vivia em liberdade graças a um habeas corpus da Justiça Federal.

Foi indiciado pela Polícia Civil, entre 1999 e 2004, em nove inquéritos policiais na Capital e no Interior por crimes de estelionato, formação de quadrilha, falsificação de documentos, lavagem de dinheiro e por homicídio.

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