Monitor das Fraudes - O primeiro site lusófono sobre combate a fraudes, lavagem de dinheiro e corrupção
Monitor das Fraudes

>> Visite o resto do site e leia nossas matérias <<

CLIPPING DE NOTÍCIAS


FALSIFICAÇÃO DOCUMENTAL NOS PROCESSOS ELETRÔNICOS

Veja aqui a programação deste importante treinamento programado para o dia 16/08/2018 em São Paulo

Acompanhe nosso Twitter

21/06/2013 - Diário de Marília Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Lavagem de dinheiro leva ‘Rico’ para prisão

Por: Wagner Aith

Alex Amarildo de Oliveira foi sentenciado pela Justiça de Garça a quatro anos e um mês de prisão em regime fechado, além do pagamento de multa.

Tido como um dos criminosos mais perigosos de Marília e região dos últimos anos, Alex Amarildo de Oliveira, 28, mais conhecido como “Rico”, foi condenado pela Justiça de Garça (35 km de Marília) a quatro anos e um mês de prisão em regime fechado, além do pagamento de multa, pelo crime de lavagem de dinheiro.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, em outubro de 2008, após receber uma denúncia anônima de que um casal seguiria para São Paulo com drogas e dinheiro, Rico foi surpreendido por policiais militares no interior de um ônibus de linha. Com ele foram encontrados quase R$ 30 mil em dinheiro, entre notas de um real, dois, cinco, dez, vinte, cinquenta e cem reais.

O montante apreendido com ele estava dividido em pequenos blocos com várias anotações. Questionado, Rico alegou que o dinheiro pertencia a seu pai e a um tio e que seria utilizado para pagar um caminhão recém-adquirido por eles na capital paulista.

Durante a fase judicial do caso, a acusação, pleiteando pela condenação, elencou as provas do processo que indicavam que os valores seriam provenientes do comércio de drogas, inclusive anexando inquéritos e relatórios da DISE de Marília (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) que comprovaram o envolvimento dele na quadrilha de traficantes comandada pelo irmão, Waldir Francisco de Oliveira, o “Chibiu”.

Já a defesa do réu argumentou que ele teria sido agredido e ameaçado de morte pelos policiais, que ainda teriam separado o montante em blocos e feito as anotações. O defensor de Rico, Michel José Nicolau Mussi, também sustentou que o dinheiro era oriundo de um acerto trabalhista e pediu pela absolvição.

“A autodefesa destoa do conjunto probatório. Os policiais descreveram de forma coerente e segura a abordagem do réu e apreensão do dinheiro. Não se descura do exame de corpo de delito que aponta que o réu sofreu lesões corporais, contudo, no que importa ao presente feito, o réu admitiu que estava transportando expressiva soma em dinheiro e não comprovou as alegadas origem e destinação lícitas do numerário”, diz trecho da sentença de dez páginas assinada pelo juiz Frederico Lopes Alves.

“O réu e os familiares dele ouvidos em juízo limitaram-se a dizer que o dinheiro era proveniente de acerto trabalhista e que se destinava à compra de um caminhão. Todavia, as cópias relativas ao recebimento de verbas trabalhistas não correspondem ao montante apreendido. Além disso, o réu e as testemunhas apresentaram versões destoantes acerca do negócio que seria entabulado”, completa o magistrado.

Azevedo acolheu a tese da acusação e condenou Rico pelo crime de lavagem de dinheiro. No despacho, o juiz justificou a elevação da pena do criminoso acima do mínimo legal devido a sua personalidade violenta e reincidência em crimes e ainda determinou o pagamento de 12 dias-multa, cerca de R$ 270.

“Trata de réu que ostenta personalidade voltada à prática de crimes, além de demonstrar antagonismo com a ordem social, pois voltou a delinquir pouco tempo depois de haver deixado o sistema prisional, no qual apresentou comportamento inadequado. Ademais, esteve foragido, tendo sido citado pessoalmente após haver sido preso por outro processo”, diz trecho da decisão.

Rico, que está preso desde dezembro de 2011, respondia esse processo em liberdade, entretanto Azevedo, argumentando pela garantia da ordem pública e aplicação da lei, expediu nova ordem de prisão contra o réu e determinou a perda do dinheiro apreendido em favor da União.

“Entendo que presentes os requisitos da decretação da prisão cautelar, para garantia da ordem pública e aplicação da lei penal, tendo em vista que trata-se de réu reincidente, que recém egresso do sistema prisional voltou a delinquir, além de que esteve foragido e somente foi localizado por ocasião de cumprimento de mandado de prisão expedido em outro processo”, finaliza o juiz.

FICHA

Rico é fichado na polícia desde a adolescência principalmente por violência e envolvimento com drogas. Em outubro do ano passado, ele foi condenado a três anos e seis meses de prisão por associação ao tráfico promovido pela quadrilha chefiada por Chibiu. Os irmãos ainda são réus em outro processo que investiga o esquema de comércio de entorpecentes pela zona sul da cidade.

O criminoso também é apontado como líder de uma das gangues na disputa armada travada contra o bando chefiado pelo empresário Edson Santos da Silva, 27, o “Dinho”, no caso que ficou conhecido como “Guerra do Tráfico”.

Iniciada em julho de 2010 com o assassinato do vendedor Ricardo Afonso de Souza, 31, o “Ricardão”, morto com um tiro à queima-roupa no pescoço, a disputa foi marcada com vários ataques à bala.

Após um período de trégua, no final do ano seguinte e já com Dinho atrás das grades, as gangues voltaram a duelar. Mais de dez boletins de ocorrência foram registrados, com relatos de que imóveis e pessoas haviam sido alvejadas durante a madrugada em vários pontos da cidade. Em um destes ataques, que teria sido comandado por Rico, o jovem Leandro Romanelli Moreira, 19, foi morto.

Pelo homicídio de Ricardão, foi pronunciado a júri. A defesa dele, no entanto, apelou da decisão junto ao TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) e aguarda o julgamento do recurso. Já pela segunda onda de ataques, ele responde, além da morte de Leandro, por sete tentativas de assassinato, roubo e formação de quadrilha.

Página principal do Clipping   Escreva um Comentário   Enviar Notícia por e-mail a um Amigo
Notícia lida 388 vezes




Comentários


Nenhum comentário até o momento

Seja o primeiro a escrever um Comentário


O artigo aqui reproduzido é de exclusiva responsabilidade do relativo autor e/ou do órgão de imprensa que o publicou (indicados na topo da página) e que detém todos os direitos. Os comentários publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores. O site "Monitor das Fraudes" e seus administradores, autores e demais colaboradores, não avalizam as informações contidas neste artigo e/ou nos comentários publicados, nem se responsabilizam por elas.


Patrocínios




NSC / LSI
Copyright © 1999-2018 - Todos os direitos reservados. Eventos | Humor | Mapa do Site | Contatos | Aviso Legal | Principal