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20/06/2013 - Diário de Marília Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Advogado acusado de integrar quadrilha de fraudadores é pego

Por: Wagner Aith

Carlos Alberto Gonçalves foi capturado anteontem; homem forte do esquema comandado por Adelino Brandt Filho, ele estava residindo em bairro nobre de Assis.

Apontado pelo Ministério Público como homem forte de uma quadrilha especializada na inserção de dados falsos no sistema da Receita Federal, receptação de espelhos de documentos públicos, falsificação, fraudes bancárias e contra o comércio, receptação de veículo e lavagem de dinheiro comandada pelo contador mariliense Adelino Brandt Filho, o advogado Carlos Alberto Gonçalves foi capturado anteontem (18), após ficar quase um ano foragido da Justiça.

Policiais militares da Força Tática deram apoio a dois promotores do GAECO de Bauru (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), órgão que deflagrou a “Operação Klon” em julho do ano passado e desmantelou a organização criminosa.

Com registro na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) cassado desde 2007, Gonçalves foi preso em sua casa, na rua Fortunato Bórnea, no Jardim Morumbi, bairro nobre de Assis (75 km de Marília). No imóvel, foram apreendidos alguns documentos, um RG falsificado e carimbos de cartório adulterados.

Gonçalves, que não resistiu à prisão, foi levado ao 3º DP, onde foi registrado boletim de ocorrência de captura de procurado. Horas mais tarde, foi recolhido em uma cadeia da região.

Ele, assim como Brandt Filho e outros nove réus do processo, responde pelos crimes de formação de quadrilha, falsificação de documentos públicos, falsificação de documentos particulares, falsidade ideológica, estelionatos, receptação e lavagem de dinheiro. Se condenado, ele pode pegar até 38 anos de prisão em regime fechado, além do pagamento de multa.

O CASO

As investigações do GAECO descobriram que parte da quadrilha centralizava, em São Paulo, a recepção de encomendas de diversas partes do Brasil para que fossem inseridos dados falsos no CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) da Receita Federal, o que era feito por outros integrantes da quadrilha na capital e também em Minas Gerais.

Na “Operação Klon” em si, foi realizada uma das maiores apreensões de documentos públicos de origem ilícita do país, já que foram encontrados com os investigados cerca de 30 mil “espelhos” em branco de cédulas de identidade, centenas de selos desviados de cartórios e que seriam usados para autenticação, documentos de transferência de veículos, RGs e CPFs falsificados, carteiras de trabalho, além de pilhas de documentos públicos e mais de R$ 32 mil em dinheiro e cheques.

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