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16/06/2013 - Notícias ao Minuto / Lusa Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

ASAE está a avaliar possível fraude com refeições ultracongeladas

Por: Raquel Rio

O presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) disse hoje que está a analisar informação sobre um possível caso de fraude relacionado com refeições ultracongeladas, garantindo que não está em causa a saúde pública.

Lisboa, 16 jun - O presidente da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) disse hoje que está a analisar informação sobre um possível caso de fraude relacionado com refeições ultracongeladas, garantindo que não está em causa a saúde pública.

O caso, denunciado hoje pelo Diário de Notícias, envolve um preparado de bacalhau com natas da marca Polegar, vendida no Jumbo, que, em vez do bacalhau, continha peixe-caracol, uma espécie de venda não autorizada em Portugal.

"Os serviços estão a atuar no terreno, a recolher e analisar informação, para avaliar a situação que foi denunciada. Estamos a verificar o que aconteceu e tomaremos as medidas necessárias face às circunstâncias", disse à Lusa o presidente da ASAE, Francisco Lopes.

Questionado sobre os meios de que a ASAE dispõe para cumprir as suas atribuições no âmbito da segurança alimentar e da fiscalização económica, Francisco Lopes sublinhou que a ASAE mantém níveis de operação "suficientes" para garantir a segurança alimentar dos consumidores.

"Fazemos análises aos produtos, temos planos de controlo no terreno e sempre que são detetadas estas situações atuamos rapidamente", afirmou.

O responsável da ASAE adiantou ainda que, se for necessário tomar medidas suplementares ou aumentar o número de colheitas, poderão fazê-lo.

"Estas situações são cíclicas, mas estamos atentos", frisou, lembrando o caso recente da carne de cavalo e salientando que é impossível detetar todos os problemas.

"Se colocarmos em todos os estabelecimentos um inspetor a fazer análise podem continuar a acontecer inconformidades. Isso não significa que a ASAE tenha diminuído a atenção [a estes casos]. Estamos cá para prevenir e para antecipar, mas não podemos ter um técnico em cada sítio, é impossível", considerou Francisco Lopes.

O presidente da ASAE frisou que, até hoje, todas as análises que foram feitas não puseram em causa a saúde pública.

"Não há razão para estarmos preocupados" quanto à segurança alimentar, declarou.

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