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11/06/2013 - Diário de Pernambuco Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Charles Ponzi, as fraudes e os equemas de pirâmide


Priples, TelexFree, BBom. Se o Egito se mudasse para internet, será que elas seriam conhecidas como a versão on line das Pirâmides de Gizé? Nesta terça (11), o Diario de Pernambuco estampou na manchete uma matéria do colega Hugo Bispo falando que a polícia está investigando a Priples (11 denúncias já foram recebidas) e lembrando os casos da TelexFree e BBom. Entre os comentários postados no Facebook do Diario tem gente atacando os esquemas e gente defendendo.

Esquemas de pirâmide são antigos, bem antigos. Mas vocês sabem quem foi o primeiro superstar das pirâmides? Não foi nenhum faraó. Foi o italiano Carlo Ponzi (ou Charles Ponzi, nome que ele adorou quando saiu da Itália e foi para os Estados Unidos). Nascido em Lugo, em 3 de março de 1882, ele emigrou para os States em 1903. Passou uma época no Canadá, onde foi preso por falsicação de cheque, e depois voltou ao Estados Unidos com uma ideia na cabeça.

Quando conversei com Luis Felipe Lobianco, chefe do Centro de Estudos em Mercado de Capitais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), na Expo Money, ele falou sobre as fraudes e destacou Ponzi. Lembrou que o golpe do sujeito começou com selos. Eles eram enviados para que os destinatários pudessem respondê-las sem custo. Os selos poderiam ser trocados por outros, comuns. Ele ficava com a diferença. Estávamos em 1919.

Mas isso não era o mais importante. Importante mesmo era a entrada de novos membros (e do dinheiro deles que entrava no esquema). Com esse dinheiro, Ponzi pagava aos investidores mais antigos os lucros prometidos (até 50% em um intervalo de 45 dias). Em julho de 1920, Charles Ponzi já tinha milhões de dólares. Muitos dos investidores venderam ou hipotecaram suas casas para participar do esquema.

Em 26 de julho, o jornal Boston Post começou a questionar as práticas de Ponzi. Muitos investidores pediram o dinheiro de volta. Ele pagou. Conseguiu mais fôlego. Mas a situação foi ficando insustentável. O governo interveio e o esquema caiu, já que a maior parte das pessoas não conseguiu os benefícios prometidos.

Graças ao esquema, Charles Ponzi, que chegou aos Estados Unidos pobre, estava vivendo no luxo e na riqueza. Ele comprou uma mansão com ar condicionado e um aquecedor para a sua piscina (lembrem-se que era 1920). Também bancou a viagem da mãe da Itália, em primeira classe, naturalmente. Depois o esquema caiu, ele foi preso. Depois foi deportado para a Itália em 1934.

Mas adivinha só onde ele parar no fim da vida. No Brasil, claro. Veio para cá em 1941, como funcionário da antiga companhia de aviação Ala Littoria. Saiu da empresa, viveu seus últimos dias na pobreza. Doente e cego, pedia a um amigo para escrever para a ex-mulher, Rose, que tinha ficado nos Estados Unidos. Foi esse amigo quem avisou à Rose que Ponzi havia morrido, aos 67 anos, no dia 15 de janeiro de 1949.

Será que essa história pode servir de alerta?

* Com informações da Folha de São Paulo e de O Globo

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