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13/06/2013 - Boa Informação / Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MP envolve mais 4 pessoas na adulteração de leite no RS


Mais quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul por suspeita de envolvimento no esquema de adulteração de leite, revelado na Operação Leite Compen$ado, deflagrada em maio. Segundo o órgão, três deles foram denunciados sete vezes pelo crime de adulteração ou falsificação de produto alimentício destinado a consumo, tornando-o nocivo à saúde ou reduzindo-lhe o valor nutritivo. A quarta pessoa foi denunciada por formação de quadrilha, crime pelo qual os quatro devem responder.

Segundo as investigações, o grupo integra o núcleo baseado no município de Rondinha, alvo da segunda etapa da operação. Na cidade, 11 laudos do Ministério da Agricultura, feitos entre fevereiro e maio, confirmaram a presença de formol no leite cru, somando um total de 113 mil litros impróprios para o consumo.

Em nota, o MP informou que, entre os denunciados, estão um sócio proprietário de empresa de transporte de leite de Rondinha, um motorista contratado por ele, um técnico e uma funcionária de uma cooperativa paranaense. As investigações indicam que os dois primeiros eram os responsáveis pelo esquema de adulteração do leite cru e que a funcionária da cooperativa dava suporte e apoio logístico ao esquema, inclusive alertando os motoristas dos caminhões sobre fiscalizações do Ministério da Agricultura.

Por ter colaborado com as investigações, entregando de forma espontânea as notas fiscais que comprovam as operações de venda do leite adulterado por ele, o proprietário da empresa de transporte deve receber o benefício da delação premiada, requerido pelo MPRS à Justiça. Além disso, o Ministério Público informou que o técnico, detido no presídio de Espumoso (RS), e a funcionária da cooperativa, já haviam sido denunciados pelos mesmos crimes na Comarca de Ibirubá, durante a primeira fase da Operação Leite Compensado.

O órgão estima que, entre 23 de janeiro e 30 de abril deste ano, aproximadamente 1 milhão e 549 mil litros do produto fraudado foram enviados à cooperativa, com sede em Pato Branco, no Paraná. Até agora, 20 pessoas foram denunciadas por suspeita de envolvimento no esquema.

A operação

As investigações do Ministério Público começaram em fevereiro deste ano e comprovaram que empresas gaúchas de transporte de leite adulteraram o leite cru entregue para a indústria. Uma das fraudes identificadas é a da adição de uma substância semelhante à ureia e que possui formol em sua composição. A adulteração consiste no crime hediondo de corrupção de produtos alimentícios, previsto no artigo 272 do Código Penal.

A simples adição de água, com o objetivo de aumentar o volume, acarreta perda nutricional, que é compensada pela adição da ureia – produto que contém formol em sua composição – e é considerado cancerígeno pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer e pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A fraude foi comprovada através de análises químicas do leite cru, onde foi possível identificar a presença do formol, que mesmo depois dos processos de pasteurização, persiste no produto final. Com o aumento do volume do leite transportado, os “leiteiros” lucravam 10% a mais que os 7% já pagos sobre o preço do leite cru, em média R$ 0,95 por litro.

O total de leite movimentado pelo grupo, no período de um ano, chega a 100 milhões de litros. Mais de 100 toneladas de ureia foram compradas pelos envolvidos para utilização na prática criminosa.

A Operação Leite Compen$ado foi deflagrada no dia 8 de maio e desarticulou o esquema de adulteração de leite. A investigação mapeou que a fraude não estava sendo praticada pela indústria nem pelo produtor de leite, mas pelo transportador.

Nove pessoas foram presas. Durante o cumprimento dos 13 mandados de busca e apreensão, foram recolhidos diversos caminhões utilizados no transporte do leite, cerca de 60 sacos de ureia, R$ 100 mil em dinheiro, uma régua com a fórmula utilizada para medir a mistura adicionada ao leite, revólveres e pistolas, soda cáustica, corantes, coagulantes líquidos e emulsão para obtenção de consistência, entre outros produtos e documentos. Até o momento, a Justiça aceitou a denúncia contra 13 envolvidos.

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