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09/11/2007 - Partner Report Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Os desafios da segurança nas transações on-line

Por: Cecília Della Flor


O desafio da indústria financeira vai além dos investimentos em tecnologia para estimular o uso dos correntistas bancários ao serviço de Internet banking. Ao implantar sistemas sofisticados para evitar fraudes, o que se imaginava era um avanço de usuários. Mas, não é bem assim. Hoje, o que se percebe é uma regressão de adeptos ao i-banking.

“Neste ano, segundo a Febraban, o número de migração para o banco on-line foi de apenas 3%. A percepção de insegurança é grande nos clientes”, conta Frank Meylan, sócio diretor da consultoria KPMG. Na opinião do especialista, não basta apresentar valores de investimentos empregados no combate aos crimes virtuais. Os bancos têm que se empenhar em desmistificar esse sentimento para ganhar a confiança do cliente.

Sobre os avanços da tecnologia para evitar fraudes no Internet banking, Meylan foi enfático: “A tendência é que o desenvolvimento de sistemas deve estar baseado em plataforma web”. A exemplo disso, ele destaca a certificação digital e a autenticação a partir de dispositivos móveis (celular) como os principais caminhos que os bancos estão percorrendo para assegurar as transações.

O celular, neste contexto, é utilizado como suporte na autorização de transações, quando o usuário quer acessar algum serviço recebe uma senha aleatória no aparelho móvel. Mas, Marcelo Lau, diretor executivo da Data Security, também alerta para a possibilidade de fraudes no telefone. “Tem que ter a concepção que é um computador e, como tal, está passível de roubo de credenciais por software espiões”, diz.

Ao mesmo passo que os bancos se armam, os fraudadores evoluem. Atentos a isso, provedores de soluções buscam estar à frente com inovações. Exemplo recente é o MOBCash, lançado pela InfoServer. A ferramenta transforma funcionalidades fixas, como emissão de extratos e realização de depósitos e pagamentos, em aplicações móveis. Para evitar fraudes, o acesso à solução também prioriza a autenticação do atendente em qualquer transação.

"Como os dados são transmitidos diretamente para a matriz do banco e nada é armazenado no equipamento, reforçamos a segurança e reduzimos o risco para o usuário. A comunicação rápida entre o banco de dados e o atendente permite que as abordagens sejam mais certeiras e efetivas", explica Abel Aarão, diretor de Arquitetura e SQA da InfoServer.

Cartões no varejo on-line

Além do Internet banking, outro desafio contra fraude dos serviços no ambiente on-line é o uso de cartão de crédito. De acordo com o Ibope, dentro do universo de 33 milhões de internautas existentes no País, apenas 8 milhões fizeram pelo menos uma compra no varejo virtual. Ricardo Dortas, diretor de projetos do UOL e responsável pelo PagSeguro, relata o caso da Amazon.

“Em 2005, a Amazon constatou uma taxa de perda de 60%. Isso significa que a cada 10 clientes 6 desistem de concluir a compra”, diz. Ele conta que a insegurança em fixar informações dos cartões no site é um dos principais motivos alegados pelos clientes da rede americana de comércio on-line. “Se isso acontece lá fora, num dos maiores sites de venda e compra, imagine por aqui. O brasileiro é desconfiado e ele tem uma grande percepção de fraude e risco”.

Operando há pouco mais de quatro meses, o PagSeguro foi a aposta do provedor UOL para promover maior confiabilidade nas transações. O sistema funciona como um intermediário entre o comprador e a loja. O consumidor, neste caso, efetua o pagamento da compra para o PagSeguro. Este, por sua vez, transmite o “ok” ao vendedor – confirmando o recebimento. A mercadoria é liberada e a loja recebe o dinheiro em 14 dias.

A vantagem para o usuário é o ganho no tempo (14 dias) para reclamar de qualquer eventualidade – defeito no produto adquirido ou mercadoria errada – antes do varejista virtual receber o dinheiro. Para este, a garantia de recebimento independente da forma de pagamento. “Ele não sabe qual foi o meio usado na compra. O PagSeguro assume todo o risco da operação”, conclui.

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