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04/06/2013 - Bem Paraná Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Justiceiro brasileiro "caça" os corruptos e luta contra outras injustiças

Por: Rodolfo Luis Kowalski

O Doutrinador, criado por Luciano Cunha, nasceu da indignação política.

As revoluções são a locomotiva da história. A frase de Karl Marx se aplica perfeitamente a história de um justiceiro brasileiro, “O Doutrinador”. Criado pelo designer gráfico Luciano Cunha, de 40 anos, o personagem, publicado pelo selo Capa Comics, que reúne quadrinistas de Duque de Caxias e da Baixada Fluminense, é uma clara crítica ao sistema político brasileiro, além de outros tipos de corrupções presentes no nosso país.

As histórias do Doutrinador, disponíveis no Facebook, mostram o herói (ou anti-herói?) assassinando um senador, um polêmico pastor que também é deputado, um governador corrupto, entre outros. Segundo Cunha, o personagem surgiu da indignação com a política brasileira.

“Tenho esse personagem desde 2008. Sua origem é simples: a revolta, a indignação, o asco que sinto pela classe política brasileira”, afirma. Entre as inspirações para “O Doutrinador”, ele destaca que “muita gente vai ver um pouco de Batman, um pouco de Punisher”.

“Depois de tanto tempo consumindo gibis, seria muita pretensão minha dizer que não há inspirações e influências”, diz Cunha. “Acho que a única originalidade dele é o fato de ser brasileiro”, completa.

O uniforme do justiceiro é bastante simples: uma máscara de gás lacrimogêneo, uma camisa do Motörhead, uma calça camuflada, um coturno e uma jaqueta preta. As historias são publicadas pelo menos uma vez por semana, uma vez que Cunha não sobrevive com quadrinhos, mas ele garante que sempre tenta publicar o máximo possível.

“No Brasil, só gênios ultrapassam a estranha barreira de se viver com esse tipo de arte no nosso país, como Mauricio de Souza, Ziraldo, Rafael Grampá. E como não me considero um, convivo numa boa com a ideia de que quadrinhos é um hobby”, diz o designer, que começou cedo no mundo das HQs, com apenas seis anos.

A página do justiceiro, criada no dia 30 de abril, conta com mais de 15 mil “curtir”. O sucesso foi para Cunha uma grata surpresa. “Achei que as pessoas iam curtir por causa da revolta natural de todos contra tudo que está aí... Mas está mais rápido do que esperava”. O sucesso da HQ, porém, não implica em mudanças no contexto político brasileiro, segundo acredita o próprio autor.

“Ainda é pequeno o número de pessoas que tem acesso a este tipo de arte, quadrinhos pra mim ainda é algo totalmente underground no Brasil, mesmo com a internet e as redes sociais. Mas, em relação a capacidade crítica da sociedade, as redes ainda terão um papel central na mudança. Se minha obra estiver, de alguma forma, inserida neste contexto, ficarei muito feliz”,

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