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09/11/2007 - Correio Braziliense Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Megaoperação da PF prende 28 envolvidos em fraudes virtuais

Por: Elaine Resende


Uma megaoperação da Polícia Federal (PF) conseguiu prender 28 pessoas envolvidas em um esquema audacioso de fraudes bancárias, que lesou correntistas e bancos de todo o país, num prejuízo de, ao menos, R$ 14 milhões. Durante esta sexta-feira, 160 policiais federais participam da chamada Operação Ilíada, no cumprimento de 34 mandados de busca e apreensão e 31 mandados de prisão (20 preventivos e 11 temporários), expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte.

Na mira estão hackers - ou ciberpiratas - especializados em violar contas bancárias. Até o fim da manhã, 23 criminosos haviam sido presos na capital mineira e em Betim. O restante foi detido nas cidades de Uberlândia, Conselheiros Lafaiete, Juiz de Fora, Joinvilhe (SC) e em Porto Seguro (BA). A operação também foi deflagrada no Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

Foram oito meses de investigações até a PF chegar à quadrilha, formada basicamente por jovens da classe média que se dedicavam, exclusivamente, a este tipo de delito. Por meio da internet, os hackers se comunicavam, trocando informações e ferramentas. Usando da curiosidade dos internautas, os hackers conseguiram montar um esquema audacioso de obtenção de dinheiro ilegal.

Segundo o delegado da PF, Felipe Baeta, que comandou a ação, o esquema funcionava assim: o ciberpirata enviava um e-mail para a vítima, geralmente com um conteúdo relevante, como a morte do Papa ou a queda de um avião de uma empresa aérea, ou mesmo um torpedo. O internauta clicava então em uma imagem e, sem saber, dava início à instalação de um vírus na sua máquina. Assim, o hacker conseguia obter informações sobre a conta bancária do usuário. O que seguia eram transações bancárias sem o conhecimento do próprio correntista, que só descobria a fraude a ver a conta com saldo menor do que o depositado. “Pelas investigações concluímos que cada hacker subtraía a quantia de R$ 600 mil por ano, ou seja, R$ 50 mil por mês. O prejuízo total chega a mais de R$ 14 milhões”, afirma.

As vítimas eram clientes de várias instituições bancárias, a maioria da Caixa Econômica Federal. Ainda conforme o delegado, as investigações não apontaram o envolvimento de bancários no esquema de fraude virtual. Alguns dos detidos já chegaram à Superintendência da Polícia Federal, no Bairro Gutierrez, região Oeste da capital.

Os presos vão responder pelos crimes de fraudes pela internet, acesso indevido a contas bancárias, formação de quadrilha, emissão de notas frias, sonegação tributária, uso de drogas e corrupção de menores. Esses dois últimos crimes foram descobertos num desdobramento da Operação Ilíada. Os policias federais descobriram que, entre os participantes na violação dos dados, estão menores de 18 anos, que também revendiam drogas pela internet.

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