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03/06/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Número de mulheres vítimas de estelionato dobra em 3 anos no RS

Vítimas perdem tudo em relações amorosas que são uma armadilha. Na capital, centro de atendimento ajuda mulheres que passaram por isso.

O número de mulheres vítimas de estelionato vem aumentando no Rio Grande do Sul. No ano passado, apenas em Porto Alegre, os registros quase dobraram em relação a 2009, passando de 22 para 40. Em todo o Rio Grande do Sul, o número chegou a 7.309 em 2012, totalizando 36.598 ocorrências de 2008 até maio de 2013. Há casos em que elas são vítimas do próprio companheiro e perdem tudo em relações amorosas que são uma armadilha, como mostra a reportagem do Teledomingo, da RBS TV (confira no vídeo).

Foi o que ocorreu com assessora de marketing Sonia Regina de Souza, que via no ex-namorado um homem romântico, sedutor e bondoso. “Eu dizia que havia encontrado um homem para chamar de meu, mas na verdade estava alimentando um parasita”, lembra.

Por trás da sedução e de tantas qualidades que ele demonstrava, havia uma armadilha. Sonia abriu uma conta bancária conjunta. Pagava contas e fazia empréstimos para o parceiro. Depois de três anos de relacionamento, tinha uma dívida de cerca de R$ 80 mil.

“Meu nome chegou a ir para o Serasa em função de ter feito empréstimos que não foram repostos. Deixei até de pagar as minhas contas particulares, tenho dívida no banco, perdi meu crédito”, conta Sonia, que só se deu conta de que estava sendo vítima de um golpe quando descobriu que o ex-namorado tinha outra mulher, que também havia sido lesada financeiramente.

Na capital, o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) ajuda as vítimas deste tipo de violência, que pode ser enquadrada como crime. A instituição oferece orientação de graça.

“Como ela foi atingida no seu patrimônio, naquilo que ela levou tanto tempo construindo, a gente indica o processo jurídico, por estelionato. Esta usuária teve um rombo na vida financeira dela”, explica a secretária adjunta da entidade, Walesca Vasconcelos.

O suporte do Cram vale ainda para outros tipos de agressão, como aquela forma de violência contra a mulher que não é física nem financeira, mas que muitas vezes causa danos irreversíveis à autoestima das vítimas. É o caso de quem aguenta calada ofensas, xingamentos, ameaças e uma vida de pouca liberdade.

“Eu escondia a arma dele, ele dizia que ia me matar, que eu não ia sair com vida. Ele quebrava tudo dentro de casa, atirava louças no chão”, conta uma vítima que foi casada com um policial militar durante mais de 20 anos e pediu para não ser identificada. “Eu dependia do cartão do banco dele, e ele cortou o cartão na pior fase da minha vida, quando eu tinha feito uma operação por causa do câncer”, completa a mulher.

“Para romper o ciclo de violência, é preciso romper vários outros ciclos. O mais difícil é romper um ciclo cultural de violência”, diz Walesca.

Muitas vezes, o rompimento só é completo quando a mulher decide se afastar do agressor e retomar o controle da própria vida. É aí que entra a ajuda da equipe do Centro de Referência.
“Se ela chega até aqui, precisa de uma ajuda, não sabe como sair da situação. A gente vai escutar. Depende do desejo dela querer separar do marido. Muitas querem se separar, mas não conseguem. O nosso ganho nisso tudo é que elas conseguem ter coragem de seguir em frente, ser protagonista da própria historia”, diz a psicóloga Ester Rodrigues.

Em quase um ano, foram 200 atendimentos. Entre todas as mulheres recebidas e monitoradas, nenhuma morte foi registrada, apesar das ameaças dos companheiros.

Sonia agora tem um novo trabalho e luta para recuperar o crédito. Ainda paga as dívidas deixadas pelo ex-namorado e quer que ele responda na justiça pelo que fez. Já a dona de casa decidiu levar até o fim a separação.

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