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27/05/2013 - A Comarca Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Acusação de estelionato leva “corretor” para a cadeia

Por: Maria Clara Cunha Canto


Uma investigação realizada pela Polícia Civil de Mogi Mirim, após registros de denúncias de estelionato, levou para a prisão, Edemir José Netto, 50 anos.
Segundo as informações da delegada titular, Nagya Cássia de Andrade, o acusado oferecia serviços para regularizar a situação financeira de pessoas, pendências no Serasa e com financiamento de veículos. “Há pelo menos 17 inquéritos policiais que tramitam em Mogi Mirim, onde o indiciado é Edemir”, comentou a delegada.
Pelo que foi apurado, com a promessa de resolver os problemas financeiros, as pessoas procuravam o escritório da empresa Status, estabelecida à Rua Ulhôa Cintra, na região central da cidade que, segundo a placa publicitária existente na fachada, era especializada em reabilitação de crédito.
Segundo a polícia, o escritório prometia regularizar situações, como por exemplo, de financiamento de veículos e aditava procedimentos que frustravam os interessados. Segundo as denúncias, o cliente pagava as prestações em atraso e mais duas que ainda estavam para vencer, além das custas processuais. Com isso o processo daria entrada na Justiça para que a pendência fosse solucionada. Passado algum tempo, o cliente era notificado do processo, só que depois de certo período, o processo era extinto pelo Juiz, já que às custas processuais não eram pagas. Além dos valores em dinheiro, eram solicitados cheques pré-datados aos clientes.
Muitos dos clientes, desconfiando de que havia má fé, passaram a sustar os cheques. Em um dos casos, consta ter sido registrado um boletim de ocorrência contra o cliente. O mesmo percebeu que poderia ser vítima de um golpe e sustou os cheques que havia emitido para a realização dos serviços.
Essa pessoa, que a princípio seria investigada, foi chamada para prestar depoimento e relatou o que de fato ocorria e passou de investigada a vítima. Edemir passou a ser suspeito de praticar estelionato.
No final de abril, foi expedido o mandando de prisão preventiva e Edemir foi detido em sua residência, à ladeira São Benedito. Ele permanece preso no presídio de Itirapina.
Na última semana, dando continuidade às investigações, a Polícia Civil, de posse de mandados de busca e apreensão, esteve na residência e no escritório do acusado, onde foram apreendidos documentos e CPUs. Só em cheques, que seriam de supostos clientes, foram encontrados R$ 56.813,46. Durante as buscas, os policiais tomaram conhecimento de que Edemir utilizaria um terceiro endereço, na Rua José Alves, onde funcionaria uma imobiliária. A polícia não foi até esse endereço, por não ter o mandado.

PROFISSÃO

Segundo a delegada Nagya de Andrade, no momento em que foi detido, Edemir teria informado que era advogado. Depois confessou que teria cursado técnico em contabilidade, mas, não teria terminado o curso.
No escritório onde funcionava a empresa de soluções financeiras, trabalhavam advogados que prestavam serviços. “A principio os advogados não tinham total conhecimento de como o acusado agia com os clientes. Apreendemos procurações em papel timbrado da empresa, onde os clientes davam poderes a estes advogados para agirem em seu nome, mas, não acreditamos que os mesmo também estariam envolvidos”, comentou Nagya.
Toda a documentação será apresentada para o Ministério Público. Foram localizados documentos de imposto de renda, contratos de participações em outras empresas, assim como escrituras de propriedade. Não está descartada a hipótese do mesmo ser indiciado por enriquecimento ilícito. A delegada informou que cada transação feita entre o suspeito e clientes, renderia ao mesmo de R$ 2.000,00 a R$ 2.500,00, no caso de regularização de financiamento de veículo. Segundo a delegada, o acusado tem passagem pelo crime de estelionato. O primeiro registro seria de 1988.

OAB esclarece posição dos advogados

A participação dos advogados no episódio foi alvo comentado em nota emitida pelo Presidente 60ª Subseção OAB - Mogi Mirim, André Aparecido Barbosa, esclarecendo o seguinte: Acerca da matéria a ser ventilada sobre a empresa Status, a OAB se manifesta no sentido de que o caso deve ser apurado com o necessário rigor, entretanto, mantendo cautela em relação a divulgação de nomes dos advogados, os quais eram contratados pela aludida empresa. A princípio, não há elementos comprobatórios da participação destes advogados, os quais também de declaram vítimas. Inobstante, os munícipes prejudicados poderão buscar informações na OAB local, devendo ser orientados, inclusive, a não tomarem nenhuma atitude extrema contra qualquer profissional, pois terão as informações necessárias para agirem dentro dos ditames legais.

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