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30/05/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operadora de turismo de Ribeirão Preto é investigada por estelionato

CLM fechou as portas sem pagar pacotes negociados, dizem clientes. Advogada afirma que empresa entrou com pedido de recuperação judicial.

A Polícia Civil investiga uma operadora de turismo em Ribeirão Preto (SP) por suposto crime de estelionato contra pessoas físicas e agências turísticas do município e de outras cidades do Estado de São Paulo. De acordo com clientes e proprietários de agências, a CLM Operadora Turística fechou as portas sem providenciar passagens aéreas e reservas em hotéis incluídas em pacotes que foram pagos à empresa. O prejuízo, de acordo com a Associação das Agências de Viagem de Ribeirão Preto e Região (Avirrp), pode passar de R$ 1 milhão.

"As agências nos procuram para saber o que fazer com os passageiros. Em muitos casos, não foram feitos os e-tickets, que são as passagens aéreas, e as confirmações de reservas nos hotéis. A orientação da Avirrp é procurar o banco, a forma como foi feito o pagamento e sustar isso", afirma a advogada da associação das agências, Patrícia Pigler.

Procurada, a advogada da CLM informou que a empresa entrou com um pedido de recuperação judicial e que aguarda decisão judicial para apresentar um plano para saldar as dívidas.

CLM publicou, em 30 de abril, uma nota na internet comunicando a "suspensão temporária" de suas atividades. A nota informava que a medida havia sido tomada para "buscar uma reformulação necessária para resguardar clientes e fornecedores" e que a empresa estaria "comprometida no sentido de atender os compromissos de seus clientes".

Não foi isso, no entanto, o que aconteceu, de acordo com a proprietária de uma agência de viagens de Ribeirão Preto que preferiu não ser identificada. Ela diz ter levado sozinha um prejuízo de R$ 10 mil após ter contratado a CLM para comprar as passagens e pagar diárias nos hotéis de um pacote de lua de mel. A descoberta do golpe veio três meses após a venda do pacote, na véspera do embarque.

"Amigos de outras agências disseram que eles já tinham fechado, que não atendiam mais telefone, que ninguém atendia na porta. Comecei a ligar, fui atrás e não consegui falar com ninguém. Pesquisei para saber se realmente havia sido emitido o bilhete da viagem, se a reserva do hotel estava confirmada e se estava pago. Descobri que eles não tinham pago os hotéis. Conversei com o cliente, fizemos boletim de ocorrência e tivermos que marcar a reserva em outro hotel", diz.

Funcionários lesados

Os clientes da CLM não foram as únicas vítimas do suposto golpe da empresa. De acordo com a advogada da Avirrp, os funcionários da operadora de turismo, que estavam em férias coletivas, foram surpreendidos com o fechamento da empresa na data marcada para voltarem a trabalhar. "Eles voltaram ao local no dia 17 de abril para trabalhar e a empresa estava fechada. Não houve nenhum respaldo por parte dos diretores da CLM. Os funcionários estão procurando entrar na Justiça para ter os direitos resguardados como ação trabalhista", afirma Patrícia.

Segundo o delegado José Luis Meirelles Junior, responsável pelo caso, os sócios-proprietários da empresa serão investigados. "As condutas criminosas vêm acontecendo desde o início do ano, de acordo com as vítimas. As investigações irão comprovar se antes disso eles se comportavam de maneira idônea ou não, ou se já vinham com intuito de lesá-las. Temos uma informação, ainda não comprovada, de a empresa ter proposto junto ao juízo cível uma recuperação judicial. Vamos chamar os empregados, as vítimas e colher os depoimentos para comprovar ou não o crime de estelionato", explica.

Recuperação judicial

A advogada da CLM, Verônica Campos, informou por e-mail que a empresa entrou com pedido de recuperação judicial e que aguarda a decisão da Justiça para dar início a um plano de pagamento aos credores e funcionários. Segundo Verônica, a empresa não teria fechado as portas. As férias coletivas teriam sido dadas aos funcionários "a fim de viabilizar financeiramente a situação dos mesmos e evitar maiores custos operacionais enquanto pende de decisão judicial para dar seguimento ao seu processamento ‘recuperacional’", diz a advogada.

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