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08/11/2007 - Gazeta Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Polícia Federal cai no golpe do óleo 'batizado', descobre fraude e prende quadrilha

Por: Letícia Cardoso


Nem mesmo a Polícia Federal do Espírito Santo escapou das ações de uma quadrilha acusada de fraudar licitações para compra de óleo lubrificante sintético para automóveis. Nesta quinta-feira (08), policiais da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado da PF no Espírito Santo desencadearam a operação Metarmofose, na cidade de Itápolis, em São Paulo.

Três pessoas foram presas: Amilca José Lopes do Nascimento, Aline Cristina Ramos e Paulo Roberto dos Santos Souza. Segundo investigações, desde 2006 os três participavam de licitações de órgãos públicos para compra de óleo sintético. Como apresentavam o menor preço, eles sempre ganhavam o pregão.

E um dos órgãos foi a Polícia Federal capixaba que no dia 14 de junho deste ano pagou R$ 5 mil pela compra de litros do óleo chamado Real Lub, pertencente a empresa da quadrilha. Quando o produto foi entregue na sede do órgão em São Torquato, Vila Velha, o departamento de logística desconfiou do produto logo que viu a embalagem, que aparentava ser de baixa qualidade.

Peritos Criminais da Polícia Federal fizeram a análise do óleo e descobriram que a composição não correspondia ao que indicava no rótulo da mercadoria. O que era para ser um produto sintético, não passava de um simples óleo lubrificante com durabilidade bem abaixo do sintético. O delegado Leonardo Rabello, afirmou que eles compravam o óleo comum e o rotulavam como sintético, considerado o de melhor qualidade.

“Foi um golpe que nos deixou pasmos uma vez que foi uma grande afronta ao nosso órgão público. Quando tivemos conhecimento da suposta irregularidade do produto, submetemos alguns litros para análise da perícia onde constatamos que se tratava de produtos falsificados”, declara do delegado.

Não só a PF capixaba caiu no golpe da quadrilha. Órgãos públicos de todo Brasil também compraram o óleo Real Lub: Receita Federal, Exército, Aeronáutica, Funasa, Ministério de Ciência e Tecnologia, Embrapa, Ibama e Escola Agrotécnica Federal de Alegre. A Polícia Federal capixaba emitiu comunicado a todas as superintendências brasileiras alertando sobre o problema.

A frota de viaturas da PF do Estado chegou a circular durante dois meses com o óleo falsificado. O delegado Leonardo Rabello estima que a quadrilha conseguiu lucrar, desde 2006, cerca de R$ 190 mil com a comercialização do produto.

Os três foram autuados por estelionato e crime contra licitação. Eles estão detidos na carceragem da Polícia Federal, em São Torquato, Vila Velha. O próximo passo da Polícia Federal será quebrar a sigilo bancário dos três para saber para onde foi o dinheiro das vendas do óleo.

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