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23/05/2013 - Diário de Marília Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Família Zuza pode ter ligação com fraude de R$ 2,76 bilhões

Empresa do irmão do político é o alvo das investigações do GAECO de Bauru.

Um esquema fraudulento que teria envolvimento de agentes da Secretaria Estadual da Fazenda e de empresários do setor de processamento de soja foi desarticulado durante a “Operação Yellow” desencadeada pelo GAECO de Bauru (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) anteontem (21).

As investigações pairam sobre os negócios da família do ex-vereador e ex-deputado estadual Joseph Abdul Massih, o Zuza. Ao todo, oito pessoas foram presas e um empresário de São Paulo e outro de Bauru, ambos do Grupo Sina, que pertence à Nemer Abdul Massih - irmão do candidato a prefeito nas eleições de 2004 e a vice no pleito de 2012 - estão foragidos.

Segundo as investigações do Ministério Público, executivos do Grupo Sina teriam lesado em R$ 2,76 bilhões os cofres públicos pela criação de créditos frios de ICMS (Imposto Sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) e sonegação.

O GAECO descobriu um esquema pelo qual o conglomerado industrial criava empresas de fachada que simulavam transações de compra e venda de soja e derivados e geravam créditos fictícios de ICMS. Esses créditos eram usados pela empresa matriz para abater dívidas com o Fisco. Estima-se que, a cada ano, o grupo Sina provocava um rombo aos cofres públicos no valor de R$ 100 milhões. O conglomerado industrial atuava no ramo de processamento de soja, de óleo degomado, farelo, gordura vegetal e ovos.

O esquema funcionava há nove anos e começou a ser investigado há dois anos, depois que a Delegacia Regional Tributária de Bauru detectou anomalias em algumas operações do conglomerado industrial.

De acordo com a Secretaria Estadual da Fazenda, além da simulação de operações, identificou-se também a utilização de empresas de fachada, bem como quadros societários compostos por empresas “offshore” e “sócios-laranjas”.

As empresas com participação de “offshore” e “laranjas” absorviam todos os débitos fiscais - que não eram pagos - produzindo uma blindagem comercial e financeira para as empresas do setor de soja que geraram as fraudes.

Três agentes fiscais da Secretaria da Fazenda que participavam do esquema foram presos. Eles recebiam, por operação, aproximadamente R$ 500 mil para não aplicar multas ou autos de infração em valores muito inferiores às reais irregularidades encontradas no conglomerado industrial.

Com um dos agentes, que têm patrimônio incompatível com seus rendimentos, foram encontrados R$ 350 mil. Outro agente adquiriu 10 imóveis de luxo nos últimos anos, segundo as investigações. Ao todo, 20 mandados judiciais de busca e apreensão e oito mandados de prisão foram cumpridos nas cidades de São Paulo e Bauru. Na cidade vizinha, no entanto, ninguém foi detido. Um empresário que está foragido foi procurado na unidade local da Sina, na Vila Independência, e em sua casa, localizada em um condomínio de luxo, porém ele não foi encontrado.

Ainda segundo o Ministério Público, o farto material apreendido - R$ 414 mil, US$ 250 mil, € 9 mil, £ 930 e sete barras de ouro, além de milhares de documentos e arquivos digitais - já teria comprovado as fraudes.

OUTRO LADO

Em nota, a assessoria de comunicação da Sina informou que medidas judiciais estão sendo tomadas para reverter a decisão da Justiça e provar, através de documentação anexada aos autos, que a empresa não tem nenhum envolvimento com as fraudes fiscais investigadas pelo Ministério Público.

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