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07/11/2007 - O Liberal Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

País de fasilficadores

Por: Silvio Santos Basso


Em janeiro de 2006, descobriram-se, em Manaus, 170 toneladas de mercadorias - entre produtos de higiene e alimentos - com o prazo de validade adulterado. Alimentos vencidos como maionese, catchup, arroz e leite tinham a data-limite apagada e remarcada. Carnes estragadas eram vendidas como carne seca. Alguns produtos estavam vencidos havia três anos. A mesmíssima falcatrua foi descoberta agora, em Minas, desta vez com queijos.

A polícia do Rio de Janeiro prendeu, no início de outubro, uma quadrilha especializada na falsificação de bebidas alcoólicas. Na fábrica clandestina produzia-se desde conhaque e vodca nacional, a uísque escocês e champagne francesa. Além do álcool, os bandidos utilizavam metanol, xaropes e produtos químicos na fabricação das bebidas, que depois eram distribuídas em vários estados. Nas conversas gravadas pelos policiais, um dos falsários, referindo-se a um lote de álcool de péssima qualidade, comenta: "Pra fazer a branquinha (vodca) não dá, mas pra conhaque é uma beleza".

Descobriu-se, há alguns dias, em Belém do Pará, um laboratório clandestino onde se fabricava remédios falsos, destinados ao tratamento de doenças como sífilis e até câncer. A dona do laboratório, presa em flagrante, produzia os remédios em uma panela no quintal.

A operação Ouro Branco, da PF, que descobriu a adulteração do leite longa-Vida - cuja mistura de água oxigenada e soda cáustica, além de destruir as vitaminas A e E presentes na bebida, causa sérios danos ao estômago e ao intestino -, mostrou o óbvio: a impunidade e a fiscalização ineficiente - e muitas vezes conivente - são os grandes incentivadores desses crimes.

Segundo a associação de produtores Leite Brasil, de cada três litros produzidos no País, um sai do mercado informal. O contrário ocorre quando se aperfeiçoa a fiscalização. Dados na 5ª Delegacia de Furtos e Roubos mostram que a adulteração de combustíveis no Estado de São Paulo, que chegava a 50% em 2004, baixou para 20% atualmente, graças à união da Secretaria da Fazenda estadual, do Ipem-SP e do Procon.

A CPI da Pirataria, concluída em 2006, constata em seu relatório o avanço das falsificações em setores como softwares, direitos autorais, óculos, cigarros, bebidas e indústria fonográfica e de fármacos. No Brasil, como se vê, tudo se falsifica e se adultera. Desde remédios à base de farinha, passando pelo leite das crianças, até políticos e políticas. Definitivamente, deixamos os paraguaios no chinelo.


Silvio Santos Basso é do Espaço Literário NRG.

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