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13/05/2013 - Yahoo Notícias / EFE Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Luta anticorrupção divide opiniões no Senegal

Por: Saliou Traoré


Dacar, 13 mai (EFE).- A luta anticorrupção do novo governo do Senegal se baseia na Justiça ou em uma "caça às bruxas"? Essa é a dúvida que divide o país após a detenção de Karim Wade, filho do ex-presidente Abdoulaye Wade, por suposto enriquecimento ilícito.

Para o Fórum Civil, braço senegalês da organização anticorrupção Transparência Internacional (TI), a atitude do Executivo de Dacar evidencia a vontade de erradicar a corrupção e a impunidade.

Segundo o Índice de Percepção da Corrupção de 2012 publicado pela TI, o Senegal ocupa a 94ª posição com uma qualificação de 36 pontos de um total de 100 em uma lista que inclui 176 países.

"Apoiamos esta política do governo. Pensamos que a Justiça está fazendo seu trabalho, pois a detenção de Karim Wade é um caso inédito na África", comentou à Agência Efe Thialy Faye, membro da direção do Fórum Civil.

Junto a outras sete pessoas, Karim Wade, ministro durante o regime de seu pai (2000-2012), espera na prisão de Rebeuss seu próximo depoimento perante o Tribunal Penal contra o Enriquecimento Ilícito (CREI).

"Finalmente chegou a hora da prestação de contas", comemorou Ndeye Fatou, responsável financeira de uma empresa estatal de meio ambiente, que não confiava nas promessas de luta contra a corrupção anunciadas pelo presidente senegalês, Macky Sall, eleito para o cargo nas eleições de março de 2012.

Mas a posição do governo é firme: a ministra da Justiça, Aminata Touré, apelidada de "Dama de Ferro", garantiu que todos os autores de crimes financeiros comparecerão perante os tribunais, mas pediu paciência para realizar esse ingente trabalho.

O próprio presidente Sall reafirmou, no último dia 21 de março, em reunião do Conselho de Ministros sua "vontade firme e infalível" de erradicar a corrupção em todas suas formas.

"As práticas de corrupção são incompatíveis com a dinâmica de ancoragem do bom governo que constitui a orientação maior de nossa política", disse Sall em comunicado oficial.

No entanto, o ex-governante Partido Democrático Senegalês (PDS) de Wade não considera estes fatos como atos de justiça, mas como "justiçamentos".

Na opinião do PDS, a atitude do governo não é mais que uma "caça às bruxas" e a representação da "justiça dos vencedores".

"A detenção de Wade é um ato político", denunciou em abril do ano passado o coordenador geral do PDS, Oumar Sarr.

Como protesto, esse grupo político convocou, no último dia 23 de abril, uma manifestação acompanhada por milhares de pessoas para exigir a libertação de Karim Wade e de todos os detidos por delitos relacionados.

O primogênito do ex-presidente senegalês deixou seu emprego em um banco londrino em 2002 para somar-se à equipe de seu pai, veterano da oposição eleito chefe de Estado em 2000.

Assessor financeiro, Wade filho se tornou em 2004 presidente da Agência para a Organização da Conferência Islâmica (ANOCI), a fim de encarregar-se da realização de grandes obras imobiliárias e viárias para receber a cúpula da Organização da Cooperação Islâmica (OCI).

A cúpula da OCI, realizada com três anos de atraso em consequência das obras, desembocou em uma polêmica alimentada por denúncias de "escândalo financeiro", já que várias obras projetadas ficaram apenas no papel.

Apelidado de "ministro do Céu e da Terra" pela imprensa satírica, Wade ocupou as pastas ministeriais de Infraestruturas Estatais, Transporte Aéreo, Energia e Cooperação Internacional entre 2007 e 2012, quando seu pai foi derrotado por Sall nas urnas.

Segundo as investigações do CREI, Wade acumulou, nos últimos dez anos, um patrimônio que se calcula em mais de 1 bilhão de euros em conceito de participações em várias empresas na África, Ásia, Europa e América e em contas em paraísos fiscais.

Mas o filho mais velho do ex-presidente não foi o único que, supostamente, desviou dinheiro público: os responsáveis anteriores de empresas públicas como a Loteria Nacional Senegalesa e a Agência de Regulação dos Correios e Telecomunicações também estão sob custódia.

E na fila para comparecer perante o CREI esperam sua vez pelo menos cinco ex-ministros do regime de Abdoulaye Wade.

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