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11/05/2013 - O Tempo Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Falta de capacidade de julgar rostos torna idosos as vítimas preferidas dos golpistas

Por: Anderson Rocha, Mábila Soares e Thaís Maia

Pessoas mais velhas tendem a se lembrar mais de informações positivas do que de negativas e reagem com menos cautela em situações arriscadas.

É pouco provável que alguém nunca tenha ouvido um caso, mesmo que pelo noticiário, de um idoso que foi vítima de golpe. As pessoas de mais idade são as preferidas de quadrilhas especializadas nesse tipo de crime e sua vulnerabilidade tem uma explicação científica. Pesquisa feita pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, nos Estados Unidos, constatou que a capacidade humana de julgar a confiabilidade no rosto das pessoas diminui e muito com o passar dos anos. Além disso, a fragilidade e a lentidão que se tornam comuns com a idade deixam as pessoas mais suscetíveis, de acordo com a psicóloga Dulcinéia da Mata Ribeiro, que tem diversos livros na área do envelhecimento e foca seus estudos nesse público.

Durante o estudo realizado na Califórnia, pessoas de grupos etários diferentes foram analisadas de acordo com a forma que percebiam rostos, que foram pré-classificados por critérios de confiabilidade e acessibilidade. O resultado foi que todos os grupos perceberam os rostos classificados como "confiáveis" ou "neutros" como igualmente confiáveis e acessíveis. Ou seja, pessoas bondosas ou “normais” foram classificadas como confiáveis e acessíveis. No entanto, os adultos mais velhos (com idade entre 55 e 84 anos e uma média de 69 anos) classificaram uma quantidade maior de rostos "não confiáveis" como confiáveis e acessíveis do que os adultos mais jovens (com idade entre 20 e 42 anos e uma média de 23 anos). As percepções foram feitas após análise de fotos.

Ainda durante a pesquisa, um outro grupo, composto por 44 participantes, teve que classificar os rostos seguindo grau de confiabilidade ao se submeterem a uma ressonância magnética funcional (fMRI). Com isso, foi possível perceber como o cérebro de cada voluntário reagia ao ser confrontado com as mesmas imagens. “Os adultos mais jovens apresentaram uma reação bastante expressiva em uma região do cérebro chamada ínsula anterior, que é conhecida por controlar os instintos que informam a tomada de decisões – especialmente quando expostos a rostos não confiáveis. Mas a reação dos adultos mais velhos foi quase nula, sugerindo que o seu cérebro não recomendou que eles tivessem cautela – não o bastante, ao menos”, explicou Shelley Taylor, ao jornal “New York Times”, em referência à pesquisa.

Estudos anteriores realizados pela mesma instituição de ensino sugeriram que os adultos mais velhos, em comparação aos mais jovens, tendem a se lembrar mais de informações positivas do que de negativas. As consequências de tal dificuldade podem ser, muitas vezes, trágicas. “Na infância falamos de inocência, de pureza, mas na velhice não é assim. Toda uma vida faz com que se saiba lidar com o outro ser humano. Com o tempo, ficamos mais sem máscaras”, pontua a psicóloga Dulcinéia Ribeiro.

Porém, ela não acredita as pessoas com 60 anos ou mais são mais ingênuas. “Creio que a palavra certa não seria inocente, mas sim compreensibilidade ou acolhimento, características que se tornam mais presentes na velhice", explica a psicóloga. Por outro lado, as quadrilhas estão cada vez mais especializadas e os bandidos mais atentos.

PODERIA SER VOCÊ

Foi por não conhecer, na época, um golpe que hoje está tão popular que a dona de casa Maria das Graças Medeiros, 65, quase perdeu R$ 200. “Um homem ligou a cobrar para a minha casa dizendo que havia sequestrado a minha filha. Foi no horário em que ela estava no trabalho. Eles diziam que estavam com ela e que precisavam de R$ 200 em créditos de telefone celular para libertá-la”, explica Maria Medeiros, que afirma ter se desesperado e acreditado que realmente estavam em poder da designer gráfico Aline Medeiros, 27. “Colocaram uma moça para falar comigo. Ela dizia para eu pagar logo, senão iria morrer. Eu fiquei tão desorientada que, não sei, a voz para mim ficou muito parecida”. O golpista orientou a idosa a ir a um estabelecimento comercial na região e comprar R$ 200 em crédito de celular. Ele ainda disse que havia um “comparsa” vigiando seus passos e que, caso ela parasse para conversar com alguém, a jovem seria assassinada. “Eu fui até a padaria e o rapaz que trabalha lá percebeu que eu estava muito estranha. Ele me perguntou o que estava acontecendo e eu contei a história. Ele, então, me pediu o telefone do trabalho da minha filha, ligou para lá e viu que ela estava no trabalho. Isto me acalmou”, conta.

PREVENÇÃO

De acordo com o presidente do Sindicato das Empresas de Segurança e Vigilância do Estado de Minas Gerais, Edson Pinto Neto, existem várias maneiras de prevenir os crimes contra idosos, em especial os golpes, furtos e roubos. “A dica básica é sempre andar com pouco dinheiro, não deixar a carteira e bens diversos à mostra, além de manter as bolsas bem perto do corpo. Mas o mais indicado e seguro é que os idosos andem acompanhados e não confiem em pessoas que não conheçam”, diz Edson Pinto Neto, 50.

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