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01/05/2013 - Gazeta do Sul Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Empresário nega ligação com fraude

Por: Pedro Garcia


Um dia após ser preso pela Operação Concutare, o empresário e advogado Celso Rehbein, sócio-proprietário da Indústria de Bebidas Celina Ltda., de Vera Cruz, prestou depoimento na tarde de ontem na Superintendência da Polícia Federal, em Porto Alegre, e negou qualquer envolvimento com as supostas fraudes na concessão de licenças por órgãos de controle ambiental do Rio Grande do Sul.
A Concutare prendeu, ao todo, 18 pessoas, em caráter temporário, sendo seis empresários, seis consultores ambientais e seis servidores públicos. A investigação começou em junho do ano passado e apontou indícios de um esquema que envolveria pagamento de propinas a servidores para agilizar a tramitação das autorizações, com a intermediação de consultores ambientais e em benefício de empresários dos segmentos de mineração e construção civil. Pelo menos 40 procedimentos teriam sofrido interferência indevida nas secretarias de Meio Ambiente do Estado e de Porto Alegre; na Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) e no Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
A defesa de Rehbein teve acesso ao conteúdo do inquérito no final da noite de segunda-feira, cerca de 15 horas após o cumprimento do mandado de prisão. O empresário é suspeito de corrupção ativa, por ter supostamente agido junto ao DNPM, inclusive por meio de propina, com o objetivo de obter uma licença solicitada em 2008 para extração de água mineral.
O depoimento durou cerca de uma hora e 30 minutos. Segundo o advogado Ezequiel Vetoretti, não há provas contra Rehbein. “O depoimento foi de um inocente para explicar o inexplicável. Meu cliente não teve benefício algum, inclusive porque a licença ainda não foi concedida e ele aguarda há quatro anos por isso.” O indício de sua participação seria, conforme Vetoretti, o fato de ter contratado um consultor ambiental que exerceria influência sobre os órgãos e também está preso. “O indício envolve um terceiro. Só o que há no inquérito a respeito dele é ter contratado essa pessoa. Mas ele contratou para fazer um projeto, que foi feito e pelo qual ele pagou valor de mercado”, justificou.
Segundo o advogado, embora tenha sido surpreendido com as acusações, o investigado está tranquilo em relação à situação. Rehbein está detido em uma cela especial no segundo andar do Presídio Central, junto a outros 16 detidos na operação. Inicialmente, foi informado que ficaria em uma sala de Estado Maior, mas ele acabou abrindo mão da prerrogativa a que tem direito por ser advogado. A expectativa da defesa é que, nos próximos dias, a PF suspenda a prisão de Rehbein, que tem prazo de cinco dias. Se isso não acontecer, poderá ser solicitada a revogação ou um habeas-corpus.
A Polícia ouviu ontem depoimentos de seis dos presos, incluindo o secretário estadual de Meio Ambiente, Carlos Niedersberg, e o ex-titular da pasta, Berfran Rosado. Um deles, o servidor da Fepam Ricardo Pessoa, foi libertado em seguida. O processo corre em segredo de Justiça.

Os presos

Carlos Niedersberg, secretário estadual de Meio Ambiente
Luiz Fernando Záchia, ex-deputado estadual e secretário de Meio Ambiente de Porto Alegre
Berfran Rosado, consultor ambiental e ex-secretário estadual de Meio Ambiente
Giancarlo Tusi Pinto, consultor ambiental
Alberto Muller, servidor do DNPM
Ricardo Pessoa, servidor da Fepam (libertado ontem, após prestar depoimento)
Lúcio Gonçalves da Silva Júnior, consultor ambiental
Élvio Santos, assessor da Câmara de Porto Alegre
Mattos’Alem Roxo, servidor da Fepam
Joel Machado Moreira, consultor ambiental
Vanderlei Antônio Padova, empresário
Bruno José Muller, empresário
Marcos Chedid, empresário
Gilberto Pollnow, empresário
Disraeli Donato Costa Beber, empresário
Paulo Régis Mônago, empresário
Nei Renato Isoppo, empresário
Celso Rehbein, empresário

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