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06/11/2007 - Portal Terra Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

PR: cartola é preso por desvio de dinheiro do futebol


Nove pessoas foram presas hoje, suspeitas de usar a Federação Paranaense de Futebol (FPF) para cometer desvios de dinheiro, fraudes, estelionato e apropriação indébita. As prisões foram realizadas pelo Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) durante a Operação Cartão Vermelho. Entre os presos está um conhecido cartola do futebol brasileiro, o ex-presidente da FPF, Onaireves Rolim de Moura, 60 anos, apontado pela polícia como líder do grupo.

Segundo o delegado-chefe do Nurce, Sérgio Sirino, Moura teria iniciado o projeto de criar uma igreja, que se chamaria Rede de Deus, para lavar o dinheiro desviado de arrecadações do Campeonato Paranaense e Campeonato Brasileiro, e de outras irregularidade cometidas pela quadrilha.

"O futebol brasileiro não pode mais ser comandado por dirigentes corruptos. O crime do colarinho branco está em todos os setores da sociedade. O cabedal de provas nesta investigação é muito grande. Era um grande esquema de lavagem de dinheiro, que a polícia conseguiu acabar", afirmou o secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari.

De acordo com o delegado, as investigações começaram em junho deste ano e levam a polícia a acreditar que os desvios da quadrilha passam de R$ 5 milhões. "Moura, mesmo afastado da Federação, continuava agindo e usando a instituição como antes", afirmou Sirino.

O delegado explicou que as investigações teriam mostrado que Moura e mais oito pessoas teriam usado a FPF em irregularidades que envolveriam, além da própria federação, o Colégio Técnico de Futebol do Pinheirão, a FPFTV (rede de televisão pela Internet), a Comissão Fiscalizadora de Arrecadação (Comfiar) e a Federação das Associações dos Atletas.

Empresário

Além de Moura, a polícia também prendeu o empresário Roberto Toboni, proprietário da empresa MPT3, que organizaria um feirão de vendas de automóveis, no estacionamento do estádio Pinheirão. "Os pagamentos do feirão eram feitos e desviados", afirmou o delegado. A polícia informou que a FPF não fazia contabilidade.

Durante a Operação Cartão Vermelho, foram cumpridos nove mandados de prisão temporária e dez mandados de busca e apreensão. A investigação contou com o apoio do Poder Judiciário e todos os mandados foram expedidos pelo juiz Pedro Luis Sanson Corat, da Vara de Inquéritos Policiais de Curitiba. A polícia cumpriu um mandado de busca na sede da FPF e nas residências dos detidos. Um dos mandados de prisão foi cumprido em São Paulo, no escritório de contabilidade da empresa MPT3 e na sede do clube de futebol Galo Adap, em Maringá, que teria realizado depósitos suspeitos na conta do Colégio Técnico de Futebol do Pinheirão.

De acordo com a polícia, a Comfiar foi criada em 2005, pelo então presidente da FPF, Onaireves Nilo Rolim de Moura. Segundo o delegado Sirino, a Comfiar teria sido criada para com a intenção de desviar dinheiro que seriam da FPF. A polícia informou que todo recolhimento da FPF estava penhorado pela Justiça.

Segundo Sirino, a verba destinada para a FPF do Campeonato Paranaense é de 10% das arrecadações dos jogos. "No entanto, iria 5% para a FPF e 5% para a Comfiar, que é de onde seria desviado para estas pessoas", explicou o delegado.

Renda

Já a verba destinada das arrecadações dos jogos no Paraná do campeonato brasileiro e da copa do Brasil para a FPF é de 5%, que era igualmente dividido entre a Comfiar e a federação. O delegado ainda informou que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) teria informado a FPF que a o repasse das verbas teriam que ir direto para a FPF, o que não passaria por intermediário com a Confiar.

Segundo o delegado Sérgio Sirino, a Federação Paranaense de Futebol teria recebido como pagamento de uma emissora de televisão R$ 350 mil, pelos direitos de transmissão do campeonato paranaense de 2006 e 2007. De acordo com o delegado, esse dinheiro, que teria que ser depositado para a FPF e que teria uma parte repassada para os clubes de futebol, foi aplicado na criação da FPFTV e teria sido depositado também na conta da Comfiar. Sirino contou que Moura teria prometido que a FPFTV daria lucro de aproximadamente R$ 1 milhão, mas acabou fracassando com as transmissões. A FPFTV tinha o objetivo de transmitir os jogos do campeonato via internet. A polícia informou que também não houve repasse do dinheiro dos direitos de transmissão da TV aos clubes.

A FPF teria contrato a empresa MPT3, de propriedade de Roberto Tiboni, 54. O empresário teria arrendado o estacionamento do Pinheirão para realizar uma feira de veículos. O delegado informou que 600 veículos, por sábado, entravam no feirão de automóveis. O contrato, de 2001 a 2006, entre a empresa e a FPF seria de R$ 100 mil por ano. Em 2006, o contrato foi renovado e o valor teria aumentado para R$ 130 mil por ano, mais 50% da arrecadação do feirão.

Conforme Sirino, o pagamento do arrendamento do estacionamento era pago com vales. "O pagamento acontecia em parcelas. Algumas pessoas iam até Tiboni para buscar o dinheiro. Estes pagamentos seriam efetivados por Marcos Aurélio Rodrigues, 37, que é auxiliar do Departamento Financeiro da FPF e fiscal efetivo da Comfiar, que recebia de Tiboni", detalhou Sirino. Há suspeita que outras pessoas também participariam do esquema, como José Johelsson Pissaia, 59 anos, que seria o homem de confiança de Moura, conforme explicação do delegado. "Pissaia também seria um intermediador para o recebimento do pagamento do feirão", disse.

A Federação das Associações dos Atletas Profissionais (FAAP) também seria mais uma vítima das irregularidades de Moura. A FAAP, pela Lei 9.615/98, tem direito ao recebimento de quantia correspondente a 1% das arrecadações provenientes de competições nacionais, contudo, desde 1994, a FPF não teria repassado recursos à FAAP. O valor que teria sido apropriado indevidamente seria de R$ 1.182.676,71.

Entretanto, em 25 de maio deste ano, o procurador da FAAP teria apresentado denúncia junto ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), que decidiu multar a FPF em R$ 1 mil e passar a recolher os valores descontados dos borderôs para a FAAP, e suspender o então presidente da FPF por 3 anos.

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