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30/04/2013 - MidiaCon / UOL Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Relatório do Comitê de Ética da Fifa coloca Blatter como "infeliz" no caso ISL


O relatório do Comitê de Ética da Fifa finalizando a investigação sobre o caso ISL, extinta empresa que foi parceira de marketing da entidade máxima do futebol, colocou as atitudes do atual presidente da Fifa, Joseph Blatter, como "infelizes" dentro do caso. Divulgado neste terça-feira, o relatório também cita João Havelange e Ricardo Teixeira como "donos de atitude reprovável" no caso, mas que, como ambos renunciaram a seus cargos na Fifa, qualquer tipo de punição seria "supérflua".

Segundo o relator Hans-Joachim Eckert, chefe do Comitê de Ética, as "pessoas que mandam na Fifa agiram corretamente" no caso - e não há indícios de que Joseph Blatter recebeu qualquer tipo de pagamento da ISL, nem que ele foi responsável por qualquer quantia de dinheiro ter sido repassada a Teixeira, Havelange e Nicolas Leoz, paraguaio que renunciou à presidência da Conmebol e a seus cargos na Fifa neste mês de abril.

Porém, é questionado se ele sabia ou não do esquema de corrupção. O relator cita Blatter como "infeliz", já que poderia ter agido de maneira diferente. É concluído que as atitudes de Blatter não saem das regras de ética da Fifa, e que "não há porque acusá-lo de comportamento criminoso ou anti-ético."

Blatter divulgou nota oficial no site da Fifa nesta manhã. Ele fez questão de citar a parte que diz que o "caso está concluído pelo Comitê de Ética" e que "nenhuma ação será realizada no futuro relacionada aos problemas da ISL ou qualquer oficial da Fifa". Ele também se disse "satisfeito" com o fato de que não foi considerado envolvido não esquema de corrupção.

O relatório confirma que Havelange (cuja renúncia ao cargo de presidente de honra da Fifa foi confirmada nesta terça, 12 dias após ele ter entregue carta à entidade confirmando), Teixeira e Leoz rceberam propina durante oito anos, entre 1992 e 2000. O relator cita o dinheiro como "quantias consideráveis", e que não há qualquer indício de que os três prestaram serviços para serem merecedores do pagamento.

Eckert afirma que eles "não deveriam ter aceitado o dinheiro", e que deveriam "tê-lo devolvido", já que a comissão tinha relação com a exploração de direitos de mídia. A Justiça Suíça não punia casos desse gênero à época.

As atitudes dos brasileiros e do paraguaio foram colocadas como "reprováveis" no relatório, mas que o recebimento de dinheiro não feriu as regras de ética da fifa, já que o código de ética da entidade surgiu em 2004 - e o dinheiro foi repassado para eles até 2000. Portanto, o código não teria "influência" nas atitudes dos dirigentes da Fifa.

Jean Marie Weber, ex-presidente do conselho da ISL, é citado nominalmente no relatório como o responsável por repassar dinheiro a Teixeira e Havelange.

E a falta de um código de ética também fez o relator relevar os pagamentos feitos pela ISL a outros dirigentes da Fifa. Ele também cita que o repasse de dinheiro foi feito dentro das leis de Liechtenstein, país europeu encravado entre a Suíça (sede da Fifa) e a Áustria. Empresas afiliadas a ISL também depositaram fundos, que foram distribuídos para "beneficiários" dentro da Fifa.

O dinheiro, oficialmente, serviria para a "aquisição de direitos, pagamento de taxas e contribuições para personalidades e para quem toma decisões no mundo esportivo, além de novas aquisições e extensão mundial dos direitos de marketing", segundo o relatório.

O documento é encerrado citando que a análise do caso está "concluída" e que como Havelange renunciou ao cargo de presidente de honra, assim como Teixeira e Leoz também não possuem mais ligação com a Fifa, "não há necessidade de punição", que seriam "supérfluas".

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