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21/04/2013 - JB Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

RJ: PF desarticula grupo que roubava dados de cartão de crédito pela internet


Uma quadrilha que roubava dados de cartões de crédito para fazer compras pela internet, e que pode ter dado um prejuízo de mais de R$ 1 milhão em bancos e operadoras de cartão de crédito, foi desarticulada esta semana em São Gonçalo e Saquarema, no Rio de Janeiro. Ao todo, 22 pessoas foram denunciadas e 13 foram presas pela Polícia Federal, incluindo hackers, funcionários de uma empresa de entregas e até funcionários dos Correios, que facilitavam a retirada das mercadorias compradas pela quadrilha.

A participação de funcionários de empresas de entregas e carteiros era para atestar que as entregas tinham sido feitas nos endereços corretos. Cada um deles ganhava de R$ 200 a R$ 300 reais para participar do esquema. Após a recepção das mercadorias, os criminosos revendiam as mesmas por um preço abaixo do valor de mercado em sites ou pelo popular “boca a boca”, de acordo com a investigação do Ministério Público Federal.

“O MPF constatou que alguns dos denunciados, geralmente mantendo contato através de um famoso programa de mensagens instantâneas e valendo-se de vulnerabilidades dos sistemas das administradoras de cartões e dos sites de compras na internet, conseguiram comprar fraudulentamente mercadorias no valor de milhões de reais, corrompendo carteiros e funcionários das transportadoras, o que demonstra a necessidade dessas empresas reverem suas políticas de segurança e de seleção de pessoal”, disse o procurador Eduardo Lopes Pinto.

Segundo Lopes Pinto, é espantoso o fato de a fraude ser cometida com tanta facilidade. “Não deixa de nos espantar que os cabeças da quadrilha cometeram esses crimes, a maior parte do tempo, sentados em suas casas, em frente ao computador”, falou. Depois de conseguir os números de cartão de crédito e invadir sites de consultas (um deles gerenciado por um membro da quadrilha), os criminosos conseguiam a numeração completa, data de validade e número de segurança dos cartões através de cálculos matemáticos.

Depois as entregas eram efetuadas em endereços cujas rotas eram cobertas pelos funcionários das empresas transportadores ou dos funcionários de correios. Os endereços tanto podiam ser terrenos abandonados, casas sem moradores ou endereços dos clientes cujos cartões tinham sido clonados ou mesmo endereços de membros das quadrilhas.

Organização criminosa

Em algumas ocasiões, a polícia descobriu que os próprios entregadores se encarregavam de vender os produtos e depois repassavam o dinheiro aos chefes da quadrilha, identificados pelo MP como Denilson Honorato dos Santos, João Carlos Estrella e Rodinei Vieira da Trindade. Além dos chefes, foram indiciados os carteiros Luiz da Silva, José Teoci Vieira Barbosa, Antonio Pereira Filho, Samuel Moulin Cabral, Reinaldo Elizeu da Silva e Claudir de Faria Ribeiro Filho.

Outros integrantes são Enio Fernando da Silva, Marcos Paulo Soares, Liliane Maria dos Santos e Ronei dos Santos Silva e os entregadores da empresa Aeronova: Alexander Barbosa Cardoso de Mendonça, Raphael da Silveira Ribeiro, Antonio Guy Santos Gomes e Luciano Reis Costa.

Como receptadores foram identificados Ronaldo Vergetti Tellini e Bruno Vergetti Tellini. Fernando Augusto Maciel Basso era o especialista em obter os números dos cartões pela internet e dono do site de informações cadastrais. Ainda foi indiciado Sebastião Felipe Nery, apontado como um dos compradores dos produtos. Os investigados foram denunciados por estelionato consumado, tentativa de estelionato, furto, formação de quadrilha, corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, desvio e receptação.

Grandes marcas de varejo foram vítimas da quadrilha. Segundo a polícia, somente o Bradesco informou que foi lesado em cerca de R$ 800 mil. A operadora de cartões de crédito Redecard também ofereceu denúncia crime com valor que ultrapassa os R$ 200 mil.

A investigação foi feita através da internet, com interceptações de conversas da quadrilha por meio de salas de bate-papo administradas por um dos membros da quadrilha.

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