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18/04/2013 - O Mirante Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Copiaram dados de 330 cartões bancários e fizeram compras no valor de 64 mil euros

Os arguidos, que também fabricaram cartões e falsificaram identificações, vão ser julgados no Tribunal de Santarém. Os três homens, imigrantes, sujeitam-se a penas de prisão elevadas.

Três homens acusados de se apoderarem indevidamente dos códigos de 330 códigos de cartões bancários começam a ser julgados no Tribunal de Santarém por crimes de contrafacção de título equiparado a moeda, passagem de moeda falsa, burla informática e falsificação de documentos. Os homens, com idades de 32, 36 e 52 anos, actuaram em várias cidades da região e do país durante quase um ano, até serem detidos e ficarem sujeitos a prisão preventiva.

O esquema que vem descrito na acusação do Ministério Público é simples e já bem conhecido das autoridades. Os homens, um residente em Santarém, outro no Cartaxo e o terceiro no Cacém (Sintra), colocavam um leitor/gravador de bandas magnéticas nas ranhuras de entrada dos cartões das caixas multibanco. Depois passavam mais tarde para recolher o aparelho que entretanto tinha registado os dados dos cartões e os códigos de acesso (pin). Fizeram-no, segundo apurou a investigação, pelo menos 330 vezes entre Julho de 2009 e Junho de 2010, altura em que foram apanhados.

Na posse dos dados dos cartões, os homens passavam então à fase de fabrico de outros cartões onde colocavam as bandas magnéticas com os dados dos clientes que tinham copiado. E associavam outros nomes. Na posse dos cartões falsificados faziam compras em várias lojas, sobretudo de equipamentos electrónicos, mas também ourivesarias. Segundo a investigação do Ministério Público foram usados em lojas como a Worten, Media Market, Fnac, Vobis de várias localidades, entre as quais estabelecimentos em Almeirim, Cartaxo e Vila Franca de Xira. Ou outras como a loja do Benfica.

A investigação apurou que os cartões também foram usados em grandes superfícies em Santarém, no Torreshoping em TorresNovas e no Jumbo de Alverca, além de outras na zona de Lisboa. Os arguidos foram ao ponto de falsificar documentos de identificação da Bulgária, já que estes eram estrangeiros, um da Ucrânia, outro da Moldávia e outro da Bulgária. As identificações falsas serviam para apresentar nas lojas se lhes pedissem a identificação, no caso de se tratar por exemplo de cartões Visa. Só numa ourivesaria de Vila Franca de Xira os arguidos fizeram compras com os cartões falsos no valor de 1.100 euros.

Ao todo a investigação apurou que os homens adquiriram artigos electrónicos e de ourivesaria no valor de cerca de 64 mil euros, sendo que entre os prejudicados, além de lojas, estão empresas de cartões de crédito e débito como a American Express, a Visa e Mastercard.

Só pelo crime de contrafacção de título equiparado a moeda os arguidos incorrem numa pena de prisão de 3 a 12 anos. Pelo crime de passagem de moeda falsa incorrem em prisão até cinco anos. O crime de burla informática agravado é punido com prisão de dois a oito anos e os três crimes de falsificação de documentos é punido, cada um, com prisão que vai de seis meses a cinco anos.

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