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10/04/2013 - odiario.com Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

MP aponta: empresas tinham sistema financeiro paralelo para movimentações milionárias

Por: Pauline Almeida


O Ministério Público e a Receita Federal acreditam que o suposto esquema de pirataria e corrupção policial, que causou a prisão de 24 pessoas na Operação Jolly Roger, é milionário e abarca lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Um sistema financeiro paralelo, movimentado especialmente através de cheques, teria sido montado para despistar os crimes. As informações foram repassadas na manhã desta quarta-feira (10), em entrevista coletiva em Londrina.

O delegado da Receita Federal em Londrina, Luiz Fernando da Silva Costa, salientou a parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e afirmou que será feito um levantamento para descobrir quanto foi sonegado em tarifas federais, como Imposto de Renda, PIS e COFINS. No âmbito estadual, avalia-se a omissão de ICMS.

"Foram apreendidos diversos documentos com movimentação de faturamento de vendas, foram apreendidos documentos de compra de imóveis, escrituras, contratos de compra e venda. Todos esses elementos servem para a gente trabalhar em cima, depois que tivermos todos eles em mãos, para apurarmos o que foi sonegado", explicou.

Movimentação milionária

O coordenador do Gaeco em Londrina, Cláudio Esteves, informou que a movimentação financeira paralela total das empresas ainda não foi apurada, mas já se sabe que a soma é alta. Um detido tinha ao menos 40 imóveis e outro havia comprado uma fazenda em um valor superior a R$ 10 milhões. As indústrias encontravam formas de não fazer operações que ficassem marcadas nas agências bancárias.

"Há indícios que exista um sistema aplicado por diversas empresas bastante semelhante, que é o de transações comerciais totalmente dissimuladas ou ocultadas por vários esquemas. Um deles é a movimentação de dinheiro através de cheques, outro seria a transação em dinheiro através de malotes", disse.

Em uma das 14 companhias visitadas pelos auditores e policiais que participaram da Operação Jolly Roger foram encontrados R$ 2 milhões em cheques. Em outro estabelecimento, o empresário recebeu no momento da busca um Sedex com 20 cheques da Bahia.

Corrupção policial

O MP acredita que as empresas tinham esquemas de sonegação e lavagem de dinheiro específicos, porém trabalhavam juntas para o pagamento de propina a policiais. Ao menos oito proprietários repassariam de R$ 3 a R$ 5 mil mensais aos funcionários corruptos para receberem avisos de possíveis fiscalizações e não denunciarem as atividades ilícitas.

Nessa terça-feira, dois investigadores e o delegado-chefe da 17ª Subdivisão Policial de Apucarana, Valdir Abrahão, foram presos e encaminhados a Curitiba. O promotor Cláudio Esteves contou que a investigação – que teve início há seis meses - foi fruto da apuração de denúncia da corrupção.

Caso seja comprovada a propina, por serem servidores públicos, os policiais envolvidos serão indiciados também por improbidade administrativa.

Desdobramentos

O Ministério Público ainda procura Alessandro Cardoso, irmão de Cleber Cardoso, proprietário de três indústrias. O homem que ainda não foi detido seria o agente de vendas em São Paulo, em espaços como a Rua 25 de Março e o Brás. As ruas paulistas eram as principais receptoras das mercadorias falsificadas, inclusive o Gaeco do município já havia identificado uma grande entrada de produtos piratas de Apucarana.

A intenção dos promotores é pedir nos próximos dias o bloqueio e sequestro de bens dos acusados.

PEC 37

O Ministério Público desencadeou operações simultâneas em 12 estados na terça-feira. O promotor Cláudio Esteves disse que as ações não haviam sido projetadas para defender a derrubada da Proposta de Emenda Constitucional 37, que tira o poder de investigação do órgão, mas mostra a importância da sociedade se mostrar contra a iniciativa.

"Foi deliberado há meses atrás que os Gaecos do Brasil desenvolveriam uma ação que seria sincronizada em um único dia. Naquele momento em que aquilo foi deliberado, nós não tínhamos nenhuma movimentação da PEC 37, mas ele acabou na data sendo muito compatível com esse momento atual de extrema preocupação com a própria PEC 37", contou.

Esteves defende que sem o trabalho do Gaeco e das promotorias a operação que desbaratou o esquema de pirataria não existiria.

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