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12/04/2013 - CBN Rádio Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Gaeco prende mais duas pessoas por envolvimento em pirataria no PR

Mulher de vereador foi detida na noite de quarta-feira (10), em Apucarana. Esquema de pirataria movimentaria, pelo menos, R$ 30 mil mensais.

A dona e o diretor de uma fábrica de vestuários foram presos na noite de quarta-feira (10) em Apucarana, no norte do Paraná, após a empresa ter sido fechada e as mercadorias apreendidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Eles são suspeitos de envolvimento no esquema de pirataria na cidade. A mulher detida, Maria Bertoli, é esposa do vereador da cidade Mauro Bertoli (PTB). O Gaeco está investigando se o vereador tem participação nos negócios. Segundo a Polícia Civil, o esquema de pirataria do município movimentaria, pelo menos, R$ 30 mil mensais. As empresas são suspeitas de produzir bonés e camisetas falsificados com etiquetas de marcas famosas. Inclusive alguns produtos indicavam que eram “100% originais”

O vereador disse ao G1 que a esposa dele tem uma empresa de confecção, porém, que ela estava em uma empresa terceirizada quando foi detida. Ele admitiu estar sendo investigado. “Gaeco está investigando a cidade inteira, eu também. Isso é normal”. O vereador ainda afirmou que Maria não tem motivo para permanecer presa, pois não tem produtos ilícitos. “Empresa da minha esposa faz produtos promocionais para o governo”. O advogado de Maria Bertoli foi procurado pelo G1, mas não atendeu as ligações.

Na terça-feira (9), o delegado-chefe da cidade, Valdir Abraão, e dois policiais civis foram presos suspeitos de participarem do esquema. Eles foram encaminhados para Curitiba. Um cabo aposentado da Polícia Militar (PM), que era funcionário de uma das empresas envolvidas, também foi detido na terça. No total, 26 pessoas já foram presas no Paraná. O crime foi revelado após uma operação realizada pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) para combater crimes de corrupção em pelo menos 12 estados brasileiros, na terça-feira.

Na manhã desta quinta-feira (11), funcionários das empresas fizeram um protesto no Centro de Apucarana. Eles estão com medo de perderem o emprego. Quinze fábricas, que empregam mais de 500 pessoas, foram lacradas e estão sob investigação. A produção está suspensa desde terça-feira e a reabertura depende de um parecer do Gaeco.

“Se houver um segmento da empresa que produz não só bonés, como outras peças de vestuário que sejam lícitas, não há objeção alguma. Nós temos concordância plena. O que nós não podemos tolerar é que prossiga a ilicitude, ou seja, praticando crimes, sonegando tributos, lavando dinheiro e, sobretudo, pagando propina para manter essa atividade ilícita”, disse o promotor do Gaeco, Cláudio Esteves.

De acordo com o Gaeco, a pirataria permitiu que um dos empresários comprasse mais de 40 imóveis. Outros adquiriram fazendas avaliadas em até R$ 48 milhões, além de veículos. A promotoria irá pedir o bloqueio dos bens. Lavagem de dinheiro e sonegação de impostos são ações que faziam parte do esquema. Para não serem rastreados, os empresários evitavam fazer transferências e depósitos bancários. Eles trocavam cheques entre si e enviavam cartas com os pagamentos. Foram apreendidos R$ 2 milhões em cheques em uma empresa.

Alguns presos começaram a colaborar nas investigações e detalharam propinas mensais que eram cobradas de cada fábrica no valor de R$ 3 mil a R$ 5 mil. O Gaeco ainda tem outras provas das negociações. “Nós temos vídeos referentes a encontros que seriam destinados a pagamento de propinas. Temos áudios referentes a conversas que foram mantidas entre os envolvidos “, afirmou o promotor.

Ainda conforme o Gaeco, o esquema de sonegação de impostos e lavagem de dinheiro é antigo. Já o pagamento de propina começou em 2012. “Em determinada altura, visando ter notícia de operações policiais que pudessem acontecer e para reprimir as atividades, resolveram procurar a polícia e oferecer vantagens e acabaram constituindo entre eles uma espécie de consórcio para pagamento dessas propinas”, revelou.

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