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04/11/2007 - Jornal O Progresso Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Petrobras na Bolívia


Menos de um ano após o aprendiz de ditador Evo Morales expulsar a Petrobras da Bolívia, decretar a nacionalização dos serviços de exploração de gás natural e petróleo, desapropriar as refinarias que a estatal brasileira havia adquirido de forma legítima e expor o governo ao ridículo, o Palácio do Planalto, pasmem leitores, anuncia que voltará a investir no vizinho golpista. O assessor internacional da Presidência de República, Marco Aurélio Garcia – aquele flagrado comemorando a falha mecânica no avião da TAM que caiu em Congonhas e matou quase 200 pessoas – anunciou que o Brasil está negociando a retomada de investimentos na Bolívia para exploração de gás. Como pode, depois de ter sido humilhada pelas forças armadas durante a invasão às refinarias brasileiras naquele país e de ter perdido milhões de dólares com a nacionalização do petróleo, a Petrobras optar em colocar dinheiro do povo brasileiro em solo boliviano?
Alguma coisa deve estar fora da ordem nesta transação e não seria de estranhar se toda esta manobra não for apenas pano de fundo para fortalecer os países vizinhos que não são simpáticos ao Estado Democrático de Direito. Será que o golpe da nacionalização e o pouco caso com a soberania nacional não foram suficientes para o Brasil entender que não se deve investir em países que não ofereçam segurança jurídica e, mais importante, em nações onde a democracia é capenga? Pelo jeito o Brasil ignora totalmente os riscos, tanto que até o final de novembro o presidente Luiz Ignácio Lula da Silva pretende negociar diretamente com Evo Morales o investimento da estatal brasileira na Bolívia. Tomara que o Congresso Nacional, que nos últimos anos passou a se prestar ao papel de cartório do Palácio do Planalto, já que carimba tudo que o governo manda, possa ter coragem de barrar esta nova aventura, mesmo porque é o dinheiro público que está em jogo e cabe aos deputados federais e senadores zelarem pelo bom emprego destes recursos.
Nunca é demais lembrar que o presidente brasileiro adora fazer cortesia, às custas do imposto que recolhe do setor produtivo, com o presidente Evo Morales. Não faz muito tempo, por exemplo, o governo enviou uma missão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a Bolívia para oferecer linhas de crédito superiores à US$ 150 milhões para que os bolivianos pudessem comprar 300 tratores de uma empresa brasileira e também para a construção de uma estrada que cortaria parte da Bolívia. Ninguém entendeu como o Palácio do Planalto teve coragem de oferecer financiamento com dinheiro do contribuinte brasileiro para um País que acabara de rasgar contratos firmados com o próprio Brasil. Ficou a sensação que o presidente Lula e sua equipe esqueceram que o boliviano Evo Morales simplesmente mandou o Exército invadir as instalações de Petrobras na Bolívia, se apossando de investimentos de mais de R$ 3 bilhões e repetindo os golpes que já havia aplicado em 1937 e 1969 em nome de uma nacionalização que serviu apenas para alimentar a corrupção.
Ora, se num passado recente a Bolívia não respeitou nem mesmo o fato de o Brasil consumir diariamente 26 milhões de m3 de gás daquele país e pagar por isto, que garantias a Petrobras teria que os mesmos erros não serão repetidos? É preciso reafirmar que, ainda que pese o fato de a Bolívia liderar o ranking dos países mais pobres da América do Sul e um dos mais pobres da América Latina, o governo brasileiro não tem o direito de fazer benevolência com o dinheiro do contribuinte. Os brasileiros que não têm memória curta, no entanto, sabem que o presidente Lula já posou de bom samaritano perante os bolivianos, tanto que perdoou uma dívida de US$ 52 milhões que a Bolívia tinha com o Brasil. Se percorresse as periferias do país, o presidente iria descobrir que não precisaria ir tão longe para praticar benevolência, já que enquanto joga dinheiro público nas mãos de ditadores-tupiniquins os cidadãos morrem nas filas dos hospitais por falta de leitos, medicamentos, equipamentos e médicos.

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