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11/04/2013 - Ariquemes Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

O fantasma da corrupção: Metamorfose do gestor corrupto

Por: Antônio de Almeida


Vejam como a sociedade passa a ver um gestor público que mente para a população, se fantasia de “o salvador da pátria”, jura de pés juntos que irá resolver grandes e graves problemas da cidade e melhorar a vida da população e trai seus compromissos de campanha e, por cima, ainda, monta uma quadrilha para roubar, mente que não sabe de nada, rouba, saqueia e engana toda a sociedade e, ainda, por cima, desvia mais de 30 milhões de reais dos cofres públicos, recursos estes que deveriam ser aplicados em benefício da sociedade. Neste sentido, se podem afirmar — sem medo de errar — que ESTE CARA É UM GÂNGSTER, O CHEFE DA QUADRILHA E O MAPINGUARI DA VALA.

Não é preciso ser bruxo ou adivinho para se enxergar e se perceber — quando um gestor público é honesto, probo, trabalhador e responsável — com pouco tempo de administração pública.

Para que isto se torne palpável, aos olhos da população, o munícipe necessita, apenas, observar a escolha de seus principais assessores, nos mais diversos níveis, para, depois, traçar um perfil de cada um deles e fazer uma projeção e avaliação do resultado futuro desta ou daquela administração.

Traçou o perfil dos assessores escolhidos para fazer parte da administração da diretoria, direta e indireta da gestão, em quais níveis da administração pública e governamental, automaticamente, serão reveladas as intenções do gestor e, daí, se tem uma visão muito próxima dos resultados alcançados que surgirão no final de sua administração ou mandato.

A dúvida da não punição e a quase sempre a certeza da impunidade no Brasil é a principal responsável pelo crescente aumento dos níveis de corrupção, em série e generalizada, em todos os níveis, com especial incidência no serviço público, desde a administração municipal, estadual e federal, se complementando com as entidades não governamentais que se candidatam a prestarem serviços à sociedade, passando pelas empresas privadas sem distinção de objetivos, sem escrúpulos e de propósitos.

Não é preciso ir muito longe para se encontrar o ponto de estrangulamento e se detectar os vazamentos dos canos por onde escoam os recursos do erário público para os ralos dos paraísos fiscais — sendo, portanto, corroborados com as brechas na legislação que quase sempre beneficiam as práticas de corrupção, gestores públicos e privados, com formação corrupta e que tem que levar vantagens em tudo, e este pensamento já está estranhado e na cultura popular, de pai para filho, e com o ranço no DNA e, portanto, no código genético do indivíduo e transforma parte da sociedade em verdadeiros especialistas no exercício e no ofício de roubar e atuar com alta performace e ocupar a função de corruptor e de corromper os gestores potencialmente corruptos de colarinho branco.

O que aconteceu com o atual ex-prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho foi uma simples comprovação de tudo aquilo que os Deputados Ribamar Araújo (Ouvidor Geral da ALE-RO) e Hermínio Coelho (hoje, presidente da ALE-RO) vinham avisando e não estavam errados — quando denunciaram na Tribuna da ALE-RO, em diversas oportunidades, ao vivo e a cores, e através da mídia eletrônica, falada, escrita e televisada e de público, que o dito cujo seria o chefe da quadrilha e deixaram o RATO roer todo o queijo disponível no armário.

Somente, agora, um pouco tarde, mais oportuno, depois, de muito tempo se faz justiça através de seu afastamento da cadeira de primeiro mandatário de Porto Velho e uma intervenção, com afastamento do poder, seguido da prisão dos principais assessores diretos e indiretos, depois, colocá-lo atrás das grades, ao se comprovar, numericamente, com todas as letras, que toda a quadrilha saqueou dos cofres públicos uma bagatela de mais de 30 milhões de reais, recursos estes suficientes para dar uma cara nova à cidade, daria para transformar a sofrida cidade de Porto Velho em uma cidade menos pálida, menos suja, mais perfumada, mais colorida, mais humanizada, menos violenta, menos alagada e mais acolhedora.

Tenho aqui — neste espaço — uma sugestão para fazer ao Ministério Público do Estado de Rondônia, na pessoa do Dr. Hérverton Alves de Aguiar, que solicite uma investigação minuciosa sobre o montante de recursos financeiros que foram repassados para a Prefeitura Municipal de Porto Velho, no que tange ao setor pesqueiro e aquícola, no formato de consultorias e compensação ambiental.

As denuncias e fofocas circulam a favor e contra o vento e correm de boca-em-boca e de ouvido a ouvido. Alguns boateiros até aumentam, mas não costumam inventar.

Existem suspeitas de repasses de recursos financeiros indevidos para uma determinada empresa de consultoria, em detrimento dos pescadores artesanais ribeirinhos, e estes se ressentem de benefícios sociais e, até para se ter certeza se existem, de fato, estas operações ilícitas, porque onde tem fumaça sempre tem fogo por perto, e estes indícios de favorecimento ilícito devem e têm que ser apurado pelo Ministério Público. Tenho dito.

Estamos fazendo este apelo para que o Ministério Público Estadual fiscalize em todos os seus níveis — todo e quaisquer atos de corrupção no serviço público —, porque entendemos que é uma obrigação nossa, enquanto cidadão brasileiro e presidente de uma Cooperativa do porte da COOMAPEIXE – Cooperativa Mista e Aquícola do Estado de Rondônia que trabalha com populações tradicionais ribeirinhas carentes e que necessitam de recursos oriundos de políticas públicas para mitigar os grandes impactos ambientais causados pelas obras da construção das UHE Santo Antônio e UHE Jirau, e, ao mesmo tempo, para se conhecer as caras dos possíveis ratos que se beneficiaram, indevidamente, com estes benefícios, fantasiados de salvadores da pátria.

PENSAMENTO DA SEMANA
De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desaminar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.
Rui Barbosa.

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