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11/04/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Suspeitos compravam CNHs falsas por correio em MS e MT, afirma MPE

Investigação identifica 50 motoristas que estão dirigindo com carteira falsa. Falsificadores erram contagem de carga horária de certificados, diz Gaeco.

Os documentos pessoais dos motoristas interessados em comprar carteiras de habilitação falsas chegavam até a quadrilha pelo correio em Mato Grosso do Sul, conforme o Grupo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). O esquema resultou na Operação Risco Duplo, com prisão de suspeitos de integrar uma quadrilha de falsificadores.

Dentre os documentos apreendidos, estão carteiras de trabalho, fotos 3x4, cópias de carteiras de identidade e CPFs. (assista ao vídeo) O Gaeco identificou que certificados de cursos para a condução de cargas perigosas e de passageiros eram falsificados em autoescolas fantasmas, ou seja, que legalmente nunca existiram. Os falsificadores inventaram nome de cidade e, na hora de somar as horas do curso, erraram na conta. Além disso, há erros de grafia: documentos da mesma pessoa cada um com o nome escrito de uma maneira.

Durante a perícia do materiais, os investigadores identificaram uma situação que chamou a atenção: até motorista que nunca havia tirado uma CNH verdadeira procurou o serviço ilegal para renovar o documento falsificado que já tinha vencido. Neste caso, a intenção do condutor era também mudar a categoria da carteira para dirigir um caminhão. Ele chegou a ser preso durante uma blitz por estar embriagado.

Depois das reportagens da TV Morena, o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) começou um trabalho de cruzamento de dados e já descobriu dois motoristas que compraram a carteiras de habilitação falsas.

Os investigadores já identificaram 50 motoristas que estão dirigindo com o documento falso, mas a estimativa é que as quadrilhas tenham negociado pelo menos 500 CNHs. O Gaeco também investiga se funcionários do Detran estariam envolvidos no esquema.

CFC suspenso

O Detran suspendeu, nesta quinta-feira, o Centro de Formação de Condutores (CFC) Anastácio – que, segundo as investigações era usado como base do grupo criminoso –, o diretor-geral e o instrutor do estabelecimento.

Além disso, uma sindicância administrativa foi aberta para apurar as denúncias de irregularidades. Pereira afirmou que, se houver servidores envolvidos, eles serão afastados. Os prontuários de condutores do CFC Anastácio também serão analisados para detectar possíveis irregularidades. Os usuários que estão vinculados à autoescola suspensa, podem procurar outro estabelecimento para conclusão dos processos.

O sindicato dos servidores do departamento informou que vai ajudar na apuração, mas o presidente Jonas Corrêa da Costa acredita que isso não será comprovado. “A banca volante nunca repete os mesmos servidores. A equipe é formada por quatro ou cinco servidores. Se aquele viajou em um mês, no mês seguinte não pega a mesma equipe. São equipes diferentes para evitar fraudes”, afirmou.

O grupo do Detran tem 57 examinadores que viajam para formar as bancas pelo estado.

Operação

A Operação Risco Duplo, do Ministério Público Estadual e da Polícia Rodoviária Federal (PRF), desarticulou essa semana duas quadrilhas suspeitas de atuarem em Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso na venda de CNHs e certificados falsos. Sete pessoas foram presas. As denúncias apuraram também que há indícios de que funcionários do Detran estariam envolvidos no esquema, facilitando os exames.

Todos os suspeitos presos na operação negam as acusações. Dos sete detidos, apenas um, preso em Cuiabá, constituiu advogado. Segundo Jesuíno de Farias, a revogação da prisão foi pedida nessa quarta-feira (10). O defensor diz ainda que o cliente dele nega ligação com os outros presos e o envolvimento em algum tipo de esquema criminoso.

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