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10/04/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Operação nacional contra corrupção prende 92 pessoas em 12 estados

Por: César Galvão

Ação foi comandada pelo Ministério Público. Foram executados 60 mandados de suspensão de função pública.

Comandada pelo Ministério Público, varias operações contra a corrupção, deflagradas nesta terça-feira (9), prenderam 92 pessoas em 12 estados diferentes. Em alguns estados, como São Paulo, a operação atingiu 80 cidades. Foram executados 60 mandados de suspensão de função pública.

No Dia Nacional Contra a Corrupção, promotores e policia foram atrás de provas do mau uso do dinheiro público. A Polícia Federal e o Ministério Público investigaram prefeituras em 12 estados, nos últimos cinco anos, e descobriram esquemas montados por empresas para obter privilégios na assinatura de contratos de obras e serviços públicos. Em todo o país, segundo os promotores, estas empresas faturaram um R$ 1,14 bilhão.

A maior parte deste valor está concentrada na região noroeste de São Paulo, onde 80 prefeituras foram vasculhadas. Em Catanduva, os servidores não puderam trabalhar.

Em Votuporanga, a polícia entrou em duas empresas que seriam as mentoras do esquema: a Demop Participações e a Scamatti & Seller. Segundo o Ministério Público, criaram cerca de 40 empresas para disputar licitações, como se fossem concorrentes. O dinheiro das obras ia para as mesmas pessoas.

R$ 560 mil foram apreendidos na operação. R$ 70 mil estavam em uma caixa de sapatos, na casa do ex-prefeito da cidade de Cardoso, que afirmou que o dinheiro era do salário, que recebia quando era prefeito. “As minhas contas estão bloqueadas. Então eu não tinha maneira de deixar em outro lugar. Deixei em casa sim”, disse João de Oliveira da Silva.

Treze pessoas foram presas no estado de São Paulo, entre elas empresários e um servidor público, que, segundo a investigação, dava informações privilegiadas para as empresas. No final da operação, a polícia confirmou que três funcionários da Caixa Econômica Federal estão sob suspeita, porque teriam facilitado a liberação de dinheiro para os golpistas.

“Um esquema desse não se sustenta por tanto tempo se não tiver a participação até articulada de agentes públicos da maior complexidade possível. Então tem de várias hierarquias, inclusive com várias funções dentro da Caixa”, diz Thiago Lacerda Nobre, procurador da República.

Em Quixeramobim, no Ceará, agentes públicos e empresários também teriam fraudado licitações e causado um prejuízo de R$ 6 milhões aos cofres da cidade. O prefeito, o vice e dez secretários foram afastados por suspeita de participar do esquema.

Em Porto Velho, Rondônia, o ex-prefeito Roberto Sobrinho, do PT, foi preso. De acordo com os promotores, chefiava uma quadrilha que pode ter desviado até R$ 27 milhões de obras públicas que nunca foram executadas. O ex-prefeito disse que vai provar que é inocente. “O que está acontecendo aqui é uma grande injustiça por alguém que trabalhou por essa cidade ao longo de oito anos”, afirma.

Ao todo, 158 promotores e 1.300 policiais participaram da Operação Nacional contra a Corrupção. "Essa operação mostra que o problema da corrupção é um problema nacional, que tem que ser combatido de forma intensa", afirma Héverton Aguiar, coordenador da operação.

Em Brasília, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse que a operação é uma resposta à proposta de emenda constitucional que tira do Ministério Público o poder de conduzir investigações criminais. A chamada PEC 37 está sendo analisada no Congresso.

“O Ministério Público está se mobilizando em todo país e mobilizando acima de tudo a sociedade brasileira, no sentido de mostrar que o que se deseja com a PEC 37. Representará, sem dúvida nenhuma, um retrocesso gigantesco para a persecução penal no país e para o combate à corrupção de um modo geral”, afirma Gurgel.

As empresas Demop Participações Limitada e a Scamatti & Seller Investimentos não se manifestaram sobre as acusações. Sobre os três funcionários suspeitos de facilitar a liberação de verba para golpistas no interior de São Paulo, a Caixa Econômica Federal informou que os servidores estão colaborando com as investigações da Polícia Federal.

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