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07/04/2013 - Tribuna do Norte Online Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Superando a corrupção

Por: Antônio Marinho da R. Neto


A corrupção administrativa é um problema essencialmente cultural. Um dos grandes fatores que a ocasionam é a falta de consciência republicana, que impede o respeito à coisa pública por uma considerável parcela dos nossos agentes públicos. Na realidade, por uma estranha distorção comportamental arraigada na sociedade tupiniquim, o poder inerente ao exercício da função pública causa no seu ocupante a falsa sensação de que pode se apropriar da coisa pública e dela usufruir como bem enteder.

Dessa maneira, o corrupto usurpador do Patrimônio Público de forma alguma se sente um delinquente, como aconteceria se estivesse a violar a propriedade privada. Sente-se antes de tudo um astuto, que aproveita como e o quanto pode a oportunidade que o senhor destino lhe conferiu de usufruir a riqueza que considera de “ninguém”, pouco se importando com os reflexos que a sua conduta irá gerar na vida da população que, alijada dos recursos estatais, fica privada dos seus mais essenciais direitos fundamentais.

Diante de tal quadro, trago, para fins de reflexão, o exemplo uruguaio de combate à corrupção e d mentalidade republicana no trato com o patrimônio coletivo.

Em pesquisa realizada pela Organização Não Governamental “Transparency International” no ano passado, o Uruguai alcançou, juntamente com o Chile, a melhor posição dentre os países sulamericanos no ranking mundial de Percepção de Corrupção, obtendo a 20ª posição com a nota 72. No mesmo ranking, o Brasil figura apenas na 69ª posição com a nota 43.

O baixo índice de corrupção detectado no Uruguai reflete na qualidade de vida e no desenvolvimento social do seu povo. No último levantamento do Índice de Desenvolvimento Humano procedido pelo Programa de Desenvolvimento da Organização das Nações Unidas, o Uruguai conseguiu alcançar a 51ª posição no ranking mundial, ficando melhor colocado do que o Brasil, maior economia da América do Sul, situado apenas na 85ª posição.

A mentalidade republicana uruguaia se reflete na escolha do seu líder, o presidente José Mujica Cordano, conhecido também pela alcunha de “Pepe Mujica”.

“Pepe” abriu mão de residir no Palácio de Suarez e Reyes, residência oficial do governo uruguaio com 42 empregados, para continuar morando com a sua esposa em sua pequena fazenda em Rincon del Cerro nos arredores de Montevidéu. O carro que utiliza é um fusca 1987 que possui na garagem, avaliado em US$ 1.800,00. O Chefe de Estado uruguaio, embora receba US$ 12.500 mensais pelo desempenho do seu trabalho, doa 90 % do seu salário para Organizações Não Governamentais dedicadas a causas sociais. Quando questionado se consegue sobreviver com o restante de seu salário, afirma “Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios que vivem com bem menos!”.

Decerto não se pode exigir que os nossos representantes que adotem o estilo de vida franciscano de Pepe, afinal, em nossa democracia, desde que o faça de forma lícita, a cada um é dado viver lhe aprouver. Contudo, é necessário de que pelo menos a essência do pensamento do presidente uruguaio seja abraçada. Nossos agentes públicos precisam saber que não superiores ao povo. Ao contrário, estão a seu serviço, devendo respeito ao seu patrão e ao seu patrimônio.

Respeito é bom e o povo merece!

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