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30/03/2013 - D24am Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Mapa da Corrupção sem registro de casos no Amazonas

Por: Dhyene Brissow

Ferramenta colaborativa na internet não conseguiu ser disseminada entre eleitores do Estado.

Manaus - Criado há quase dois anos, o Mapa Colaborativo da Corrupação, que nasceu com a promessa de ser mais uma ferramenta de denúncia para os casos de desvio de verbas, enriquecimento ílicito, improbidade administrativa e outros casos de corrupção no País, não ganhou muitos adeptos, principalmente, no Amazonas.

Até ontem, o mapa não apresentava nenhum registro de denúncia de casos de corrupção no Amazonas. A maioria dos casos denunciados no Mapa está localizada sobre Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, principalmente Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais.

Apesar disso, líderes de movimentos sociais e cientistas políticos do Amazonas veem o Mapa da Corrupção como uma boa ferramenta de fiscalização da classe política. Para eles, a falta de uma internet de qualidade aliada à falta de divulgação da ferramenta são fatores que podem explicar porque não existiu até agora a participação dos amazonenses.

“É uma ferramenta que facilita muito para o cidadão comum registrar sua denúncia. Serve também para acompanhar as denúncias dos outros e ver se o seu político está lá. Só precisa ser efetivamente utilizada e divulgada”, disse o presidente do Instituto Amazônico da Cidadania (Iaci), Hamilton Leão.

Para ele, a falta de participação das pessoas também se deve ao medo de denunciar, já que o e-mail fica registrado. “Ainda existe uma cultura do medo, que são resquícios da época da ditadura”, disse.
Opinião semelhante tem o deputado estadual Luiz Castro (PPS), que há mais de 20 anos atua na política em Manaus e no interior do Estado. Para ele, as pessoas têm medo da retaliação que podem sofrer em consequência de alguma denúncia. Mas, nesse caso, avaliou que a falta de divulgação do Mapa e de outras ferramentas semelhantes é o principal fator.

Para o cientista político e professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Ademir Ramos, a falta de participação se deve ao descrédito que as pessoas têm do ato de denunciar. “As pessoas estão tão desacreditadas de que nada na política vai mudar, que elas não denunciam. Tratam a corrupção como algo comum ao Brasil, e pronto”, disse. “Falta uma cultura participativa da população”, completou.
Ramos discorda de que o medo é um dos motivos das pessoas não denunciarem. “As pessoas não têm medo. Ouço todos os dias uma porção de pessoas denuciando no rádio e na televisão seus problemas do dia a dia. E medo não as impede de falar”, disse.

Aplicativo

O Mapa Colaborativo da Corrupção foi criado em maio de 2011 como um aplicativo do Google Maps. Nele, as pessoas podem inserir denúncias em um sistema semelhante à inclusão de endereços e também comentá-las.

Logo que foi criado, a ferramenta chegou a 205 casos relatados em seis meses. Não houve só denúncias contra a classe política, mas também denúncias de corrupção em clubes esportivos, órgão públicos e empresas. Hoje, o página registra cerca de 217,4 mil visualizações, um aumento de 97 mil acessos em um ano.

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