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28/03/2013 - TVI Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

Burlas informáticas «disparam» 34% em 2012

Por: Cláudia Lima da Costa

Relatório de Segurança Interna destaca o aumento da capacidade dos hackers nas burlas, mas alerta também para os efeitos da crise nas fraudes económicas.

A crise que atualmente é sentida no país não terá, segundo os especialistas, uma relação direta com o aumento do crime violento, mas o mesmo não se poderá dizer com as fraudes. No ano passado, as burlas informáticas e nas comunicações aumentaram 34,2% e os abusos com os cartões de crédito cresceram 37,5%.

Segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) as autoridades registaram mais 923 casos de burlas informáticas, ou seja, 2,5 crimes por dia. O aumento nas fraudes ocorridas com recurso à tecnologia foi superior ao registado nas «burlas tradicionais» que ocorrem muitas vezes no interior do país e têm como alvo os idosos. Este tipo de crime também cresceu, no ano passado, com um registo de mais 674 casos, 12% em relação a 2011.

Na análise realizada pelo Gabinete Coordenador de Segurança sobre os crimes informáticos, assume-se que «a pressão securitária ao nível da ciberameaça manteve-se num nível elevado». O RASI destaca mesmo um aumento da capacidade «de alguns indivíduos conotados com a atividade dos coletivos hacker».

A ameaça dos piratas da Internet é também responsável no aumento do perigo nos serviços de banca online. Segundo o relatório, tal deve-se à «introdução no «mercado negro» de várias ferramentas automáticas de ataque.

Com o evoluir da tecnologia, as ameaças na Internet não estão apenas no acesso à banca online, com o sistema «phishing» (roubo de dados bancários), mas também com o roubo de outros dados pessoais que podem ocorrer através de telemóveis e das redes sociais.

Crise potencia crimes de fraude

A falta de dinheiro leva muitas vezes a um outro crime que também cresceu no ano passado: o «abuso de cartão de garantia ou de crédito» registou um aumento de 326 casos, ou seja, 37,5%. Uma subida que pode ser relacionada com a falta de liquidez provocada pela atual crise.

O relatório admite que «a conjuntura económico-financeira recessiva e as vulnerabilidades daí decorrentes potenciaram, em 2012, a exploração ilícita de alguns nichos de mercado específicos». Como exemplo, o RASI destaca «áreas como a consultoria financeira ou a concessão fraudulenta de crédito».

A falta de acesso ao crédito e de dinheiro é também motivo para que exista «uma abertura dos agentes económicos nacionais a investimentos com origem potencialmente ilícita ou de contornos fraudulentos». Esta ligação acaba por ter consequências não só para quem arrisca em negócios menos claros, mas também para o país, uma vez que fica aberta a porta a «fluxos financeiros ilícitos, provenientes da atividade de estruturas criminosas transnacionais».

O relatório lembra ainda que a crise é uma ameaça real ao crescimento da economia paralela. «Salienta-se o potencial de crescimento da economia paralela, concretizando em si mesmo uma ameaça real às receitas do Estado português, o que torna particularmente relevante a prevenção e o combate a ilícitos como a fraude e a evasão fiscal».

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