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23/03/2013 - G1 Escrever Comentário Enviar Notícia por e-mail Feed RSS

500 aposentados são vítimas de golpe no Norte de Minas

Por: Michelly Oda

Fraude ocorreu em São João do Paraíso e Rio Pardo de Minas. Correntistas tiveram os benefícios sacados das contas no Banco do Brasil.

Mais de 500 aposentados de Rio Pardo de Minas e São João do Paraíso, no Norte de Minas Gerais tiveram os benefícios sacados criminosamente de suas contas. Nas duas cidades, distantes 87 quilômetros uma da outra, o problema aconteceu em agências do Banco do Brasil. Há suspeitas de que uma quadrilha de São Paulo seja responsável pela fraude. Em média, cada beneficiário recebe R$ 550, o que gerou um prejuízo estimado em R$ 275 mil.

Esmeri da Rocha foi uma das 280 vítimas em São João do Paraíso, cidade que fica a 756 quilômetros de Belo Horizonte. Ela tentou retirar a aposentadoria no dia 27 e após quase um mês ainda não conseguiu receber o pagamento. Segundo ela, o banco informou que o ressarcimento vai ser feito, mas não estipulou prazos."Tomei um susto grande. Fui retirar o dinheiro e não havia nada. Tive que pedir empréstimo para fazer um exame e comprar comida, além disto, pago aluguel de R$ 180, que está atrasado, e não pude comprar meus remédios controlados."

Adão Mendes, de 76 anos, também teve a aposentadoria sacada. O genro dele foi até a agência bancária no dia 5 como de costume, mas não havia dinheiro. "Ao saber que não tinha nada na conta fui ao banco, chegando lá pegaram o meu cartão e quebraram, ainda não recebi e nem sei o que foi que aconteceu".

A fraude foi sendo descoberta aos poucos, para uma cidade tipicamente do interior, com pouco mais de 22 mil habitantes, os moradores ficaram espantados. “Eu vi mais de 40 pessoas em frente ao banco, uma senhora tentou retirar o dinheiro e desmaiou quando ficou sabendo da situação”, conta a doméstica Ana Machado.

Chupa-cabra é encontrado em caixa

O delegado de São João do Paraíso, Danilo Ferraz, diz que com o aumento de reclamações, o gerente do banco determinou a perícia dos caixas eletrônicos e um chupa-cabra foi encontrado em um dos equipamentos. O aparelho permite que os dados dos correntistas sejam capturados. Após serem copiados, foram enviados para São Paulo por meio de um chip telefônico. Os saques foram feitos em terminais em São Paulo e em cidades do interior.

“O chupa-cabra foi introduzido no fundo do caixa, onde poucas pessoas têm acesso. O banco afirmou que em novembro de 2012 o equipamento passou por um processo de avaliação, pois obras iriam ser feitas. A empresa que fez este serviço é terceirizada e veio de São Paulo”, explica do delegado.

A vistoria teria sido feita durante o dia e a noite. Além da empresa, apenas os funcionários tiveram acesso ao local. O chupa-cabra foi remetido para o setor se segurança do banco e não chegou a ser periciado pela Polícia Civil de São João do Paraíso. Um relatório com informações sobre a prestação do serviço também foi enviado.

“O banco está fazendo procedimentos individuais sobre os casos e o valor está sendo restituído. O setor de segurança identificou os terminais onde os saques foram realizados, notificou as agências nas quais os terminais foram utilizados para que analisem se também não há chupa-cabras nestes locais.”

Danilo Ferraz conta que o banco disse que a máquina onde o chupa-cabra foi instalado é mais antiga de que as outras cinco e seria a única em que o aparelho poderia ser colocado. Apesar de o caixa ter sido utilizado por outros tipos de correntistas, apenas aposentados foram lesados.

Segundo ele, o tipo de cartão dos beneficiários favoreceu ao golpe, pois a a senha é composta somente por números, caso existissem letras, isto não teria ocorrido, pois são digitadas em um teclado virtual e não podem ser copiadas.

Fraude em Rio Pardo de Minas

Já em Rio Pardo de Minas, a 654 quilômetros de Belo Horizonte, e cerca de 29 mil habitantes, mais de 200 correntistas teriam sido vítimas da fraude. Anísio de Lima é procurador do pai, Eugênio Roxo Verde, de 89 anos. O filho do aposentado esteve no banco e ao retirar o extrato teve a informação de que o benefício havia sido sacado no dia 22 de fevereiro, às 6:45h.

“Fiquei preocupado, nunca tinha visto nada deste tipo. O banco informou de que teria ocorrido uma fraude e fui orientado a procurar a polícia para registrar um boletim de ocorrência.”

Anísio foi um dos primeiros a suspeitar do golpe do saque. “No dia que fui fazer o boletim de ocorrência, havia mais seis pessoas na mesma situação. É complicado, pois temos compromissos com o dinheiro, ficamos um pouco apertados, mas depois de nove dias, recebi o pagamento.”

Mesmo crime, atuação diferente

“Muitos registros foram feitos e fomos tomando conhecimento aos poucos. O primeiro boletim foi feito no dia 1º de março, com seis vítimas”, explica a delegada Camila Pacheco. Segundo ela, o banco informou que o ressarcimento está sendo feito e será concretizado em 30 dias.

O que intriga a polícia é que em Rio Pardo de Minas não foi encontrado um chupa-cabra no banco. O gerente informou à delegada que as máquinas passam por manutenção com frequência, mas não especificou se isto foi feito em novembro do ano passado e nem se a mesma empresa que prestou serviços em São João do Paraíso também esteve na agência.

Posição do Banco do Brasil

A Superintendência do Banco do Brasil, Núcleo de Minas Gerais, informou que o Banco possui procedimentos para prevenção de fraudes e realiza monitoramento para detectar qualquer situação atípica. Quando ocorrências são detectadas, o Banco adota medidas imediatas para apuração e correção, em análise realizada caso a caso.

A superintendência informou ainda que o Banco do Brasil não comenta casos pontuais e diz ser o primeiro interessado no esclarecimento de contestações de saque apresentadas, dando todo o apoio aos órgãos de investigação.

O Banco orienta os clientes envolvidos em situações de fraudes, a providenciar Boletim de Ocorrência Policial e procurar qualquer agência do BB para abertura de pedidos de regularização.

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